Empresa estuda construção de aterro sanitário em Nova Aliança e Câmara vota projeto para proibir

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Uma polêmica sobre a construção de um aterro sanitário em Nova Aliança ganhou as redes sociais no último final de semana. Uma empresa estuda realizar a construção da empresa em uma propriedade rural da cidade.

Nesta segunda-feira (21/05/2018), a Câmara dos vereadores da cidade vota um projeto de autoria do Executivo que visa proibir qualquer construção de aterro na cidade. Segundo o vereador, Danilo Scarpelli, uma indicação foi realizada para a criação do projeto.

“Realizamos a indicação e a prefeitura nos informou que já estava com o projeto pronto para ser encaminhado à Câmara. Entendemos que a construção de um aterro na cidade só traria prejuízos tanto para a população como para o meio ambiente”, explica.

No dia 26 de abril do ano passado uma certidão de uso de solo foi expedida pela prefeitura da cidade para que a empresa JC Ambiental e Locações LTDA realizasse um estudo do solo. Na época, houve uma representação no Ministério Público de Potirendaba para proibir a construção do aterro.

A área desejada pela empresa é uma propriedade rural próxima à rodovia SP-355, Maurício Goulart, que liga Nova Aliança à Bady Bassitt. O assunto criou revolta nos moradores e donos de propriedades rurais vizinhas e postaram nas redes sociais.

“A gente sabe que entraria dinheiro para o município, geraria empregos, porém os prejuízos de um aterro em uma cidade são muito maiores que os benefícios. Não podemos permitir isso jamais”, disse um dos leitores que enviou seu questionamento à Gazeta e que preferiu não se identificar.

O projeto de Lei criado pelo Executivo no último dia 16/05, proíbe a instalação de aterro sanitário ou similar e o recebimento de resíduos e de rejeitos  de qualquer natureza. O documento já foi enviado ao Legislativo e deve entrar em votação nesta segunda-feira.

“Não aceitamos a construção de nenhum aterro aqui em Nova Aliança. Já enviamos o projeto e assim faremos a proibição de qualquer construção desse tipo aqui na nossa cidade”, garantiu o secretário do meio ambiente de Nova Aliança, Luciano Lourenço.

O proprietário da empresa preferiu não dar entrevista, mas disse que desconhece o projeto de lei e que já deu início às licenças e toda documentação para construção da empresa na cidade. O aterro, segundo o empresário, receberá resíduos de Mendonça, Adolfo, Potirendaba e também Nova Aliança.

A empresa, ainda segundo o proprietário, será um aterro de pequeno porte de apenas dois alqueires e vai gerar, uma média, 50 empregos que realizarão a triagem e a separação do lixo.

“A certidão do uso do solo foi concedida porque é uma área particular, pois não podemos proibir. Agora sobre a a instalação do aterro é necessária a autorização da Cetesb e assim que a Lei for encaminhada à Companhia, a empresa fica impedida da construção do aterro”, garantiu o secretário do meio ambiente.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior-arquivo)

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