Empregados mais velhos: Um problema ou a solução?

Posted by at 12:38 Comments Print

Uma pesquisa recém-divulgada pelo portal do SEBRAE e realizada pelo Instituto Folha Popular, divulgou que no Brasil, o número de jovens empreendedores beira os 2 milhões. A região sudeste é a segunda maior do país em localização desses jovens empresários, perdendo apenas para o Nordeste do país. Sendo assim, é cada vez mais fácil e possível encontrarmos por aí jovens patrões e funcionários com idade um pouco avançada. E como fica essa situação? O empregado mais velho, aceita receber ordens de um mais novo? E o patrão, como se sente ao ter que mandar em alguém com mais idade?

Em Tabapuã, essa situação já acontece e embora a diferença de idade seja pequena entre patrão e empregado, o conflito às vezes é inevitável. É o caso de Gláucia Bolzani que com apenas 25 anos já é mais velha que seu patrão Diego Fersil de apenas 20. Com apenas cinco anos de diferença, ambos já sentem na pele o que é a relação patrão versos empregado.

“Já trabalhei com patrões mais velhos e agora trabalho com ele. No começo confesso que estranhei um pouco, mas talvez por ele ser mais novo, nos entendemos bem e ele aceita minhas dicas. A gente conversa, debate. Está sendo bastante interessante”, conta Glaúcia que há pouco mais de um mês foi contratada como vendedora em uma loja especializada em chinelos.

Diego, que entrou para esse hall de novos empreendedores há pouco tempo, diz que por Glaucia ter apenas cinco anos de diferença, ele se sente mais à vontade em solicitar atividades, trocar ideias, mas caso essa diferença fosse maior, talvez a química não rolasse.

“Sempre que vou pedir alguma coisa a ela, fico um pouco sem graça, afinal de contas, ela já trabalhou em comércio, tem certa experiência, então fico meio receoso até para ela não se sentir mal, mas graças a Deus nos damos bem. Tem coisas que eu aceito a opinião dela, outras ela faz o que peço e assim vamos indo. O importante é saber levar e ter jogo de cintura”, revela o jovem empreendedor.

Se existe a saia justa durante o período de trabalho, fora dele existe agora uma amizade sincera. “De sexta-feira quando fechamos a loja, sempre a convido pra tomar uma cerveja, nos encontramos em festas, nos divertimos, é muito legal, mas só tem uma condição: Fora do expediente não falamos nada sobre o trabalho”, fala Diego aos risos.

Para o gerente regional do SEBRAE de São José do Rio Preto, Marcos José Amâncio, isso que acontece em Tabapuã é um espelho da sociedade atual. “Essa cena vai se tornar habitual por que esse número de jovens empreendedores tende a crescer cada vez mais”.

Ainda segundo Marcos, essas novas empresas que vem surgindo tem uma nova forma de trabalho, mais dinâmico e antenado com o que acontece no mundo, então a tendência é que os jovens patrões conquistem também jovens funcionários.

“Por serem mais jovens, o entendimento entre eles se torna muito mais fácil e aberto. Não que isso não ocorra com pessoas mais velhas, mas sabemos que a geração Y é diferente da X”, completa.

Ao ser questionada (longe do patrão) se preferia um patrão mais novo ou mais velho, Gláucia foi categórica na resposta: “Mais novo, com certeza”, disse aos risos.

(Foto: Divulgação)

Destaques Economia Últimas Notícias , , , , , ,

Related Posts