Em sessão polêmica, vereadores de Potirendaba rejeitam projeto de redução dos próprios salários

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Os vereadores de Potirendaba rejeitaram com oito votos o projeto de redução dos próprios salários durante sessão ordinária na noite desta quarta-feira (07/03/2018). Isso causaria uma redução de quase R$ 1 mi em quatro anos.

O projeto de autoria do presidente do Legislativo, Luciano José Nunes, propunha que os salários que ultrapassam os R$ 3,3 mil, fossem reduzidos para um salário mínimo que hoje é de R$ 954. A medida passaria a valer para a próxima legislatura.

“O exemplo para um país melhor tem que começar sendo dado por nós. Sei que essa encomia não é tão significativa no total, mas temos que ter um começo e esse começo é nós reduzindo nossos próprios salários” explica o presidente Luciano.

Os outro oito vereadores foram contra e justificaram:

“As pessoas não estão preocupadas com salários dos políticos, mas sim com a corrupção do pais”, disse Antônio Edcarlo Coiado.

“Eu sou favorável a redução dos nossos salários, mas desde que reduzam os salários dos funcionários comissionados. Redução de R$ 1 milhão não vai resolver o problema, perto da folha de pagamento desses funcionários”, justificou Fernando Barbero.

“Eu sou contra e acho que já deveria começar a valer nesta legislatura”, explica José Marcos Teixeira.

“Eu acho que tudo que abaixa não é bom. Acho que deveria melhorar para todo mundo”, disse Jorge D’Andrea.

“Todos trabalham e todos merecem seus salários, mas cargo não deve ser profissão, pois não é reduzindo que será solucionado”, justifica Agnaldo Pedrão.

“Nós temos muita responsabilidade como vereador e não devemos prejudicar os próximos vereadores”, fala João Antônio Loureiro.

“Eu trabalho como vereador todos os dias e por isso acho que não deveria reduzir nossos salários”, diz Anísio Dezanetti.

“Eu não trabalho só durante as sessões. Estou empenhado e faço jus ao meu salário”, afirma Ivair Moretti.

Ainda durante a sessão, os parlamentares aprovaram as contas do ano de 2015 da então prefeita Gislaine Franzotti. Dezenas de moradores, Polícia Militar e Guarda Municipal participaram da votação que teve princípio de tumulto, porém que foi isolado após a leitura do regimento interno da Câmara pelo presidente que proíbe qualquer tipo se manifestação dentro do plenário.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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