Em seis anos o banco do REDOME cresceu mais de 1.500%

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Diogo De Maman

diogo@gazetainterior.com.br

O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) tinha 135.346 doadores em 2005. No ano de 2011, ultrapassaram a marca de 2.200.000 milhões de doadores. Um aumento de mais de 1.500%. Número bastante expressivo, mas se levar em consideração desde o ano 2000, quando o REDOME foi criado, tinha apenas 12 mil doadores, o aumento de lá até aqui foi mais de 18.000%.

O Brasil é o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, perdendo apenas para a Alemanha e os Estados Unidos com três e cinco milhões de doadores respectivamente.

Investimentos em campanhas publicitárias promovidas pelo Ministério da Saúde e órgãos vinculados, como o INCA (Instituto Nacional de Câncer), foi um dos principais fatores para a evolução no número de doadores. Essas campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, instituições públicas, privadas, ONGs e a sociedade em geral a fim de conseguir novos doadores.

O SUS já investiu R$ 673 milhões na identificação desses doadores para transplante de medula óssea. Os gastos cresceram 4.308,51% de 2001 a 2009.

Como a chance de encontrar um doador não-aparentado é de uma em cem mil. Desde 2004, o Ministério da Saúde criou a Rede BrasilCord, que está implantando bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário em todas as regiões do país. Com isso, as chances de conseguir um doador se tornam maiores.

Entre 1984 e 2010, o aumento dos transplantes de medula óssea foi de 57,51% no país, incluindo os três tipos de procedimentos: aparentado, autólogo (medula retirada da própria pessoa) e não-aparentados. Somente em 2010, dois terços dos transplantes no Brasil foram realizados com o material encontrado no REDOME.

Como funciona o REDOME?

Quando não há um doador aparentado, a solução para o transplante de medula é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros amarelos etc.) semelhantes. O REDOME reuni as informações de pessoas que se dispõem a doar a medula para transplante como: nome, endereço, resultados de exames e características genéticas.

Acesso ao REDOME

O acesso ao REDOME é feito pelo próprio médico por meio de sistema totalmente informatizado. Primeiramente o médico responsável inscreve as informações do paciente no sistema do REREME (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea). Imediatamente se inicia uma busca. Quando possíveis doadores são identificados, a informação é logo transmitida ao médico. E a partir daí, é dado início aos procedimentos de doação. Hoje, há cerca de 1.200 pessoas procurando por um doador compatível no cadastro. Anualmente, no Brasil, são realizados em média 1.800 transplantes, dos quais 150 entre não-aparentados que foram localizados por meio do REDOME.

Como ser um doador?

Basta ter entre 18 e 55 anos de idade e boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

*A Gazeta do Interior apoia está ideia e todos os jornalistas do jornal tem o cadastro no REDOME

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