Em reunião com pais e professores, prefeito de Bady Bassitt decide manter alunos no município mesmo sem estrutura

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Em reunião com professores nesta última segunda-feira (19/11/2018), o prefeito de Bady Bassitt, Luiz Antonio Tobardini, não cedeu e alunos permanecerão na rede municipal de ensino. A Gazeta do Interior trouxe o caso na edição impressa deste mês de novembro.

O caso já vem sendo acompanhado pela promotoria da Infância e Juventude e até um abaixo assinado foi coletado por pais contra esta medida. Professores também chegaram a encaminhar um ofício à Câmara dos vereadores cobrando solução.

Na teoria, a instituição que iria receber os alunos é a escola municipal João Matheus Telles de Menezes porém, as dez salas existentes na instituição tem capacidade máxima para 29 alunos. Com a chegada destes novos alunos as salas passariam a ter 38 estudantes, diminuindo assim ainda mais a qualidade de ensino.

Os professores se reuniram com o prefeito da cidade e também com a coordenadora de educação nesta última segunda e a resposta não agradou os educadores e muito menos os pais.

“Na quarta-feira passada (14/11), nosso pedido ao prefeito Tobardini foi para que deixasse livre para que os pais decidam em qual escola querem matricular seus filhos e ele ficou de dar esta resposta ontem. Porém, infelizmente não houve um acordo e nem uma proposta, sem nenhum argumento”, diz Adriana Henriques Mancini, mãe de dois alunos que sofrerão com as mudanças.

Além dos pais, compareceram também na reunião professores da rede municipal de ensino e também da Escola Estadual Áurea de Oliveira que serão afetados diretamente com a mudança, pois alguns perderão o emprego.

“Infelizmente isso é ruim para todo mundo. Vai misturar alunos de várias idades, alunos de 14 anos com de 7 anos. Eu tenho um filho que está no 1º ano na Escola Maria Inês Brandolezi Chesa E no ano que vem vai para o Nice junto com os 6ºs anos, como também a minha filha que está no 5º ano no Nice Becolhi, onde terá que permanecer mediante a decisão do município”, fala Adriana.

Professores afirmam que com a mudança, os alunos perderão biblioteca, laboratórios e livros pedagógicos que são completamente diferentes. “A coordenadora é totalmente irredutível e o prefeito coloca ela como testa de ferro para não se indispor com a população e nem com os professores. O que eles não estão vendo é que todo mundo é contra”, finaliza a mãe.

Através da assessoria de imprensa da prefeitura, a coordenadora de educação de Bady Bassitt, Irani Maria Bertoli Sampaio, disse que tanto a Promotoria da Infâmia e Juventude como a Direção Regional de Ensino entenderam a necessidade da alteração e concordaram com a medida. “Assim, apesar de ouvir os pais e professores, a municipalização, que vem ocorrendo gradativamente desde 2008, segue em 2019. Inclusive, existe um termo, ainda conforme a coordenadora, que foi entregue ao promotor, onde a adequação será mesmo implantada a partir de 2019”, diz trecho da nota.

(Foto: Arquivo pessoal)

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