Em quatro anos prefeitura de Potirendaba aumenta em 35% repasses para entidades assistenciais

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Reportagem de 17/04/2019

A prefeitura de Potirendaba aumentou em 35% os repasses à entidades assistenciais do município nos últimos quatro anos. Ao todo, três instituições da cidade são mantidas com verba pública.

De acordo com o relatório divulgado no Portal da Transparência da prefeitura, o ano que mais houve repasses foi em 2018, chegando próximo à casa dos R$ 3 milhões. Levando em consideração que a arrecadação tributária da cidade é de quase R$ 60 milhões, este valor equivale a 5% da receita total do município.

Atualmente, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), o Hospital Assistencial de Potirendaba e o Lar São Vicente de Paulo são mantidos com doações de empresas e comunidade, arrecadações, ações, campanhas e leilões. Porém, nem sempre é suficiente, já que os gastos destes locais com folha de pagamento de colaboradores e fornecedores são relativamente altos.

Em 2015 o repasse total da prefeitura para estas instituições foi de R$ 2.167.157,17. Em 2016 – ano de uma das maiores crises econômicas – este valor caiu quase 25%, chegando a R$ 1.2676.988,95.

Em 2017 este valor voltou a aumentar e chegou a R$ 2.609.559,07. No ano passado os repasses para os três órgãos somaram R$ 2.891.943,74.

Por prestar serviços ao município, a entidade que mais recebe repasse é o Hospital de Potirendaba, onde só nestes quatro anos foram repassados R$ 8.748.439,53. Em segundo vem a APAE, com R$ 429.230,49 e por último ao Lar São Vicente com R$ 167.997,00. Juntas, as três receberam R$ 9.863.664,02.

De acordo com a gestora do Lar São Vicente, Diva Marques Colombo, o local possui 24 idosos e infelizmente só o repasse da prefeitura não é suficiente. “Hoje com esse valor de R$ 72 mil que recebemos em 2018, que dá R$ 6 mil por mês, a gente consegue pagar apenas três cuidadoras e uma assistente social. Nós temos muitas outras despesas como alimentação, fraudas, energia, água e que a gente depende exclusivamente de doações da comunidade e ações sociais para sobreviver”, explica.

A presidente da APAE, Rosangela Camerão, explica que os recursos também não são suficientes e os repasses são exclusivamente para a folha de pagamento da instituição. “Temos hoje 62 usuários que dependem de uma série de outros recursos, além dos funcionários. Hoje a prefeitura é responsável também por toda a alimentação deles e o combustível do ônibus, o que ajuda bastante, mas que infelizmente também precisamos realizar campanhas e quermesses”, comenta.

Já a gestora do Hospital de Potirendaba, Lucy Jorge, explica que a verba repassada é por serviços que a entidade presta ao município. “Realizamos a média e 11 mil atendimentos mês, entre  consultas, exames e procedimentos. Nosso hospital é considerado um dos mais bem aparelhados da região e com várias especialidades clínicas e cirúrgicas, além de internações, consultas, diagnósticos e cirurgias de pequeno a médio porte, atendendo pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ou por convênios particulares”, diz.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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