Em Potirendaba, pais atravessam madrugada em fila para conseguir vacina pentavalente

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A falta da vacina pentavalente em todo o Brasil tem feito com que pais atravessassem a madrugada em busca da dose para os filhos, em Potirendaba (SP). Na madrugada desta última quinta-feira (10/10/2019), dezenas de pessoas aguardavam desde às 3h30 a chegada das doses no Posto Central de Saúde.

A vacina pentavalente deve ser aplicada em crianças com dois, quatro e seis meses, e ela protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite bacteriana. As doses são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas está em falta nos postos de saúde desde maio, em várias regiões do país.

Em Potirendaba, a Vigilância Epidemiológica chegou a receber 60 doses na última quarta-feira (09/10). Porém, diante da lista de espera com cerca de 100 nomes, dezenas de pais atravessaram a madrugada desde às 3h30 de ontem em busca pela vacina.

Senhas foram distribuídas e as doses estão sendo administradas de ontem até esta sexta-feira (11/10). Segundo a Coordenadoria de Saúde do município, por conta do desabastecimento, além dos pais que estão na fila de espera, outros que apareceram para receber a dose, voltaram para casa sem imunizar os filhos.

Paulo Contiero é mãe da Rayssa, de apenas cinco meses, e fala que precisou pagar pelas duas doses da vacina hexavalente, encontrada na rede particular. Ela pagou R$ 350,00 de cada uma.

“Infelizmente tive que pagar para ela não ficar sem tomar a vacina. Agora terei que aplicar a da meningite com cinco meses que custa R$ 378. Depois terei que pagar novamente pela hexavalente quando ela completar seis meses”, diz.

As vacinas eram fornecidas por um laboratório indiano e tiveram os lotes reprovados em testes de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e pela Anvisa. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil necessita de 800 mil doses da vacina por mês.

O Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de São José do Rio Preto disse que deve normalizar o problema até o fim de outubro. Em todo o país, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que deve normalizar a pentavalente em novembro ou dezembro.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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