Em Potirendaba adolescente de 13 anos tenta suicídio por não ter o que comer dentro de casa

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Uma história inacreditável e que por pouco que não terminou em tragédia nesta última segunda-feira (19/03/2018), em Potirendaba. Um adolescente de apenas 13 anos de idade tentou tirar a própria vida por não ter o que comer dentro da própria casa.

Por questões éticas, a Gazeta do Interior decidiu usar nomes fictícios e não expor a identidade real da mãe e do menino. Segundo a mãe, era por volta das 10h30 quando foi ao quarto e se deparou com o filho pendurado na janela pelo pescoço com o cabo de um vídeo game.

Desesperada, a costureira pegou o celular e chamou a polícia, momento em que o jovem empurrou a cama com o pé para trancar a porta. Os policiais agiram rápido, arrombaram a porta do cômodo e conseguiram salvar o garoto que já estava praticamente desacordado.

Equipes de resgate foram acionadas e o adolescente foi levado para o hospital da cidade, medicado e liberado. Ainda assustado, Bruno (nome fictício), recebeu nossa reportagem na casa de um amigo, onde passou a noite.

“Eu não aguentava mais ver aquela situação. A gente não tem nada dentro de casa, sábado e domingo não jantamos porque não tinha o que comer. E vendo um monte de conta atrasada a única saída que eu vi foi essa”, relata o menino.

Bruno fala ainda que estava bastante triste e que essa não foi a primeira vez que tentou tirar a própria vida. Ele conta que no último sábado (17/03), tomou 16 comprimidos de calmante da mãe e no dia seguinte tentou passar uma faca no pescoço, onde em todas elas a mãe felizmente conseguiu agir a tempo.

“Eu tenho depressão, faço uso controlado de remédios, mas ele nunca teve nada, sempre foi um menino saudável e fiquei muito abalada com a atitude dele. Desde que me separei do meu marido, infelizmente a gente vem passando por dificuldades, mas não esperava que ele iria fazer uma coisa dessas”, fala a mãe, Suzana (nome fictício).

Suzana diz que estava desempregada e que conseguiu emprego há poucos dias, mas as contas foram acumulando. “Meu ex-marido não é o pai biológico dele, mas foi ele quem criou e quem registrou o menino, pois quando nos casamos, eu estava grávida. Agora ele deixou de pagar a pensão que é de R$ 300 por mês e as coisas foram só piorando”, afirma.

Sabendo da situação, uma vizinha mobilizou um grupo nas redes sociais e em poucas horas várias doações começaram a chegar na casa da família. Os armários e a geladeira ficaram lotados, mas Suzana diz que existem contas de água, energia elétrica e a mensalidade do dentista de Bruno, atrasadas.

Devido aos problemas dentro de casa, as notas de Bruno na escola que eram apenas 9 e 10 foram piorando e infelizmente ele acabou reprovando no ano passado. “Eu quero ser engenheiro mecânico e quero dar um futuro melhor para a minha mãe”, diz o adolescente.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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