Em 130 dias de mandato, vereadores de Potirendaba apresentam 3 projetos e ganham mais de R$ 110 mil

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De janeiro até agora os nove vereadores de Potirendaba apresentaram apenas três projetos de lei. Somando os quase R$ 3 mil que um vereador custa à cidade, os legislativos já ganharam mais de R$ 110 mil e pouco foi feito.

Atualmente o salário de um vereador no município é de R$ 2,5 mil, mas com outros encargos como INSS, as despesas para a cidade com um legislativo pode chegar a quase R$ 3 mil mensal. Isso fez com que nos quatro meses e 10 dias de governo, os vereadores ganharam um valor estimado em R$ 117 mil.

Com tanto dinheiro sendo pago pela população, será que está havendo retorno do trabalho dos legislativos? Nos 130 dias de mandato, três projetos de lei e 56 documentos, entre eles, requerimentos e indicações ao chefe do executivo, foram apresentados.

Aglair Elizabeth Morelli, (PRB), Carlos Lacerda, (PMDB) e José Carlos Coiado, (PSC), são os três, dos nove, que ainda não apresentaram nenhum documento nos quase cinco meses de governo.

Agnaldo Pedrão, (PMN), atual presidente do legislativo, apresentou dois projetos que ainda tramitam na câmara. Um deles dispõe a criação do fundo municipal do idoso. No segundo projeto Pedrão exige a regulamentação de normas de segurança para clubes e boates em ambientes fechados no município após a tragédia em uma boate de Santa Maria (RS).

Além dos dois projetos, Agnaldo realizou também mais duas indicações e dois requerimentos.

Alcides Pavan, (PT), apresentou um projeto de lei, três indicações e um requerimento. O projeto de Pavan apresentado visa criar o “Dia do Cristão”, em Potirendaba.

João Loureiro, (PSD), fez 15 indicações e realizou 11 requerimentos. Edicarlo Coiado, também do (PSD), realizou 13 indicações a chefe do executivo. Gilberto Poltronieri, (DEM), fez oito indicações e Anísio Desanetti, (PSB), uma indicação.

Dentre as funções de um vereador, ele também é responsável pela fiscalização das ações tomadas pelo poder executivo. Cabe ao legislativo a responsabilidade de acompanhar a administração municipal, principalmente ao cumprimento da lei e da boa aplicação do dinheiro público.

Para o cientista político, Paulo Henrique de Souza, o problema é mais grave do que parece. Além da falta de cobrança dos cidadãos e opinião pública, falta uma assessoria que realize propostas futuras nessas pequenas cidades, como Potirendaba.

“Hoje os vereadores deveriam visar melhor o município. Essa pouca produção do legislativo é consequência de falhas do executivo e o que sobrecarrega o judiciário. Os vereadores quase não cumprem com seu dever que além de criar projetos, é o de fiscalizar o poder executivo”, comenta.

(Fotos: Luiz Aranha/Editoria de Artes Gazeta do Interior)

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