Dono de gráfica de Potirendaba é preso pela Polícia Federal em operação contra venda ilegal de produtos veterinários

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) uma mega operação para combater a importação de insumos, produção e comercialização ilícita de produtos e medicamentos de uso veterinário utilizados na engorda de gado. O dono de uma gráfica morava em Potirendaba e era quem confeccionava etiquetas e rótulos dos produtos.

Cerca de 150 policiais federais cumpriram 28 mandados de prisão e condução e 39 mandados de busca e apreensão nas cidades Barueri (SP), Presidente Prudente (SP) , São José do Rio Preto (SP), Potirendaba, Bady Bassitt e Jaci.

A organização criminosa atuava na região de  Rio Preto e encaminhava os produtos para vários estados da federação, especialmente para o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Pará, estados produtores de carne. Parte dos insumos era contrabandeada da China e a produção era feita em laboratórios clandestinos. A comercialização se dava pela internet e por serviço de telemarketing.

Os investigados desenvolviam atividades licitas e ilícitas, dificultando assim a fiscalização, e utilizavam-se de empresas de fachada e “laranjas” para cometer os crimes.

As investigações começaram em abril do ano passado e, ainda durante as investigações, foram realizadas 13 apreensões, com a prisão em flagrante de 16 pessoas. Outros cinco laboratórios clandestinos já haviam sido fechados pela PF.

A operação nomeada de “Pales” faz referência a uma divindade da mitologia romana relacionada com a vida pastoril.

Potirendaba

Na cidade, a polícia foi até a casa do proprietário de uma gráfica em Bady Bassitt. O imóvel que fica no bairro Jardim das Hortênsias foi fechado por policiais armados, onde prendeu um homem em cumprimento de mandado de prisão.

A empresa em Bady Bassitt era suspeita de confeccionar etiquetas e rótulos desses produtos ilícitos. Tudo foi apreendido e levado para a sede da Polícia Federal em Rio Preto.

Ainda em Bady, policiais também foram até um condomínio de luxo da cidade onde apreenderam dois veículos, computadores e documentos. Em um barracão onde funcionava uma fábrica clandestina mais documentos e caixas de produtos foram apreendidos.

Em São José do Rio Preto, em outro condomínio de luxo, também vários documentos e produtos foram apreendidos. A Polícia Federal informou apenas que foram 13 pessoas presas até agora, porém não informou os nomes delas.

Os presos serão encaminhados para presídios da região, onde ficarão à disposição da Justiça Federal e responderão, de acordo com seus atos, pelos crimes de contrabando, crime ambiental, crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, crime de falsidade ideológica e organização criminosa, cujas penas variam de 1 a 15 anos de reclusão.

(Foto: Marcos Augusto/Gazeta do Interior)

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