DENÚNCIA: Estação de esgoto de Uchôa está abandonada e dejetos estão sendo lançados em rio sem nenhum tratamento

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Um cano rompido da tubulação de esgoto da cidade de Uchôa joga, diariamente, dezenas de milhares de litros de esgoto sem nenhum tipo de tratamento no rio, Córrego Grande. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) informou que viu o problema e ‘acredita’ que a prefeitura já tenha consertado o cano.

A lagoa de tratamento de esgoto foi inaugurada no dia 29 de junho de 2008 pelo ex-prefeito Marco Antonio de Lourenço e o valor total da obra até a inauguração foi de R$ 1,3 milhão. A obra chegou a receber quatro aditivos para a conclusão e o que aparenta o serviço não ficou bom.

Na estação a situação é de abandono. O local que tem um cômodo com cozinha e banheiro para os funcionários, o que encontramos foi um amontoado de entulhos e nenhum funcionário por ali.

O que impressiona é a quantidade de esgoto que chega até a lagoa. A prefeitura admite que 30% dos dejetos de toda a cidade estão sendo lançados diretamente nos rios.

O morador Fernando Lopes Pereira, de 39 anos, que já denunciou a obra outras vezes para a CETESB, disse que o problema sempre existiu, pois, houve um erro de projeto. Um cano próximo à estação ferroviária da cidade está quebrado. Há três anos a prefeitura ao invés de consertá-lo, abriu um caminho para a água poder chegar até o rio facilmente.

“Sempre vazou esgoto nesse cano, mas em 2010 o pasto aqui ficou alagado. Então a prefeitura usou uma máquina para fazer essa abertura. Para resolver o problema tem que fazer tudo de novo, isso aqui não tem conserto. Se tivesse solução, o esgoto não estaria vazando há cinco anos”, fala Lopes.

Outro problema encontrado por nossa reportagem foi na esquina da rua Mário Caetano de Mello. O esgoto está parado a céu aberto e pode apresentar risco para alguma criança ou idoso que passe pelo local e não sabe do buraco.

O químico e técnico ambiental da CETESB, Paulo José de Figueiredo, disse que esteve na cidade há dois meses para ver um problema diretamente na Lagoa de Tratamento e acredita que a prefeitura já tenha resolvido a situação, pois, era coisa simples. “Na ocasião foi verificado que havia uma tubulação desviando parte do esgoto sem tratar diretamente no rio. A prefeitura foi advertida em relação a esse caso e como é relativamente simples, a gente espera que já tenha resolvido o problema”, explica Figueiredo.

Em relação ao vazamento próximo a estação ferroviária, o técnico ambiental disse que não estava sabendo nada sobre isso.

O atual prefeito, José Cláudio Martins (PDMB), disse que o serviço que fizeram não tem caída e o escoamento é feito por gravidade, ou seja, o ponto onde tem o vazamento é mais baixo que a lagoa de tratamento, tornando fisicamente impossível os resíduos chegarem até o destino.

O prefeito admite que teve erros no projeto. Questionado sobre a possibilidade de abrir uma sindicância para investigar os responsáveis ele respondeu que tentou. “Eu até tentei, mas a Codasp (empresa que executou a obra) joga para o município e o município joga para a Codasp. Para abrir uma sindicância e até fazer a apuração vão uns 10 anos e o que nós queremos é resolver o problema”, disse o prefeito.

“Eu estive em São Paulo no último dia 09 para tentar uma solução para a obra, que solicitamos ao Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos R$ 200 mil para consertar o vazamento”, conclui Martins.

(Foto: Diogo De Mamam/Gazeta do Interior)

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