Decifra-me ou te devoro: Médicos de Potirendaba prescrevem receitas ilegíveis à pacientes

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Luiz Aranha

luiz@gazetainterior.com.br

Mesmo previsto no código de Ética Médica e na Lei Estadual número 10.241/99, médicos de cidades como Potirendaba ignoram as punições e emitem receitas impossíveis de serem lidas. A maior preocupação dos pacientes é que farmacêuticos entreguem medicamentos errados por conta da letra ΓÇÿgarranchoΓÇÖ.

A Gazeta teve acesso a receitas de pacientes que não quiseram se identificar cuja letra é ilegível. A péssima caligrafia dos profissionais é vedada também pela lei federal nº 5.991 e pelo próprio Código de Ética Médica.

Vendedor de uma farmácia há 10 anos, Francisco, (nome fictício), tem grandes dificuldades de entender a receita de alguns pacientes devido a letra do médico. “Tem momentos que eu falo para o cliente: não entendi o que o seu médico escreveu aqui. Peço então para essa pessoa voltar ao consultório e pedir outra receita”, relata.

“Não consigo em nenhum momento ler e entender o que o meu médico receita pra mim quando vou ao consultório”, comenta a aposentada Clotilde Maia.

Legislação

A lei federal nº 5.991, em vigor desde 1975, determina que “somente será aviada a receita: que estiver escrita a tinta, em vernáculo, por extenso e de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais”.

O artigo 11 do Código de Ética Médica diz que é vedado ao médico “receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. Os médicos podem ter até o registro profissional cassado.

Prefeitura

Sobre as receitas escritas pelos médicos da rede municipal de Saúde, a coordenadoria de saúde, através da assessoria de imprensa, informou em nota que a fiscalização é realizada pela própria Coordenadoria Municipal da Saúde e também pela Divisão Regional de Saúde (DRS). A assessoria informou ainda se que os pacientes devem denunciar na Coordenadoria da Saúde ou ao DRS.

(Foto: Luiz Aranha – Gazeta do Interior edição 17-03-2012)

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