Cresce o número de brasileiros que vão estudar no exterior

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O número de brasileiros que decidiram estudar fora do país aumentou cerca de 50% em 2012 em relação ao ano anterior. Segundo a organização da tradicional feira de intercâmbio do Salão do Estudante em São Paulo, cerca de 550 mil brasileiros foram estudar no exterior no ano passado.

A orientadora de intercâmbio, Débora Fuscaldo, 22 anos, que trabalha em uma agência de viagem e turismo em São José do Rio Preto, disse que a procura por algum curso no exterior aumento 30% em relação aos dois últimos anos. Ela mesmo ficou 1 ano nos Estados Unidos e voltou em julho desse ano. Débora conta que estudou três anos em escolas de inglês de Rio Preto, mas somente no exterior que conseguiu fluência no idioma. “Antes não conseguia falar fluentemente, agora tenho a fluência no inglês. É muito bom fazer um curso desse, pois, além de aprender nova língua, uma nova cultura, você aprende a se virar sozinho com várias coisas adversas e te faz ficar mais preparado para a vida”, concluí a orientadora.

Os preços variam conforme a distância, o tipo e o tempo de curso. Existem pacotes a partir de R$ 1.500 para estudar inglês ou espanhol durante um mês na América do Sul – incluindo passagem e hospedagem. Um curso equivalente na Europa pode ser feito com R$ 2.700. Nos Estados Unidos, R$ 2.500 – esses valores não incluem passagem aérea.

Melhor do que ir estudar em outro país é ganhar uma bolsa de estudos 100% paga para ficar sem nenhum tipo de preocupação. É o caso da Emilia Fernanda Agostinho Davanzo, 24 anos, ela ganhou uma bolsa do programa federal ‘Ciência sem Fronteira’. Ela, que foi dia 2 de julho desse ano e só retorna no final de junho do ano que vem, está estudando na Faculdade de VetAgro Sup Lyon, na cidade de Marcy L’Étoile, localizada na grande Lyon.

Emilia que está no quarto ano da faculdade de veterinária na Unesp de Jaboticabal, foi para a França juntamente com três amigos da mesma turma fazer o intercâmbio disse que sempre pensou em fazer algum curso no exterior, mas nunca tinha ido atrás. E que o programa do Ministério da Educação foi uma oportunidade que achou bastante adequada. “eu recebo uma bolsa que cobre absolutamente todos os meus gastos aqui. Estudar aqui está sendo uma experiência maravilhosa. É um modo extremamente eficaz de te fazer crescer porque aqui está sozinho, tem que se virar com tudo, e em outra língua, em um país onde as coisas funcionam de maneira diferente. Sem dúvida é uma bela oportunidade para evoluir no sentido pessoal, além do profissional, que seria o motivo principal da minha vinda”, comenta a estudante.

Para quem acha que é impossível conseguir uma bolsa de estudos no exterior ou tem dúvidas se vale a pena estudar fora do país. Emilia é categórica ao afirmar. “Teve vários passos para conseguir isso, foram muitos meses de envio de documentos, provas e entrevistas, mas a concorrência não é muito grande, acredito eu, pelo fato da língua francesa não ser uma língua tão falada no Brasil, então acaba tendo uma demanda muito menor do que um programa de língua inglesa ou espanhola”, explica a estudante.

Concluindo a conversa com Emilia, ela diz o que essa experiência na França pode ajudar profissionalmente quando ela retornar ao Brasil. “eu pretendo trabalhar com eqüinos, e essa universidade que eu estou tem como ponto mais forte exatamente isso. Espero ter a oportunidade de conhecer outras práticas relacionadas a clinica eqüina que, somadas ao conhecimento adquirido no Brasil, me permitam ser uma profissional cada vez mais competente nessa área”, fala a jovem.

A mãe dela, Siuze Aparecida Agostinho Davanzo, conta que a filha sempre foi muito dedicada aos estudos e que esse curso vai ser muito bom para o currículo dela quando retornar ao Brasil. “Estou perdida, ela vinha todo o final de semana para Uchôa, a gente fica triste em ficar longe, mas feliz ao mesmo tempo, pois, tenho consciência de que o intercâmbio vai ser muito bom para a carreira dela”, diz a mãe. Além de Emilia, a sua outra filha, Elis Davanzo, 22 anos, está de malas prontas e em janeiro do ano que vem vai passar uma temporada no Canadá. “Eu fui premiada” diz Siuze aos risos. “Mas ambas se dedicaram e se esforçaram bastante e merecem tudo que conquistaram”, completa a mãe.

(Foto: Arquivo Pessoal)

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