Conheça história de lutador de Potirendaba que passou dificuldades na infância e venceu competições na Europa

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Elison Gonçalves dos Santos, 32 anos, e assim como muitos: um sonhador. Baiano como é conhecido, um jovem lutador de MMA de Potirendaba, venceu não só as lutas no tatame da vida contra às dificuldades, mas também na Europa, onde disputou competições importantes para sua carreira.

Natural de Pindaí, cidade do interior da Bahia com a mesma quantidade de moradores de Potirendaba, Elison fala que, há nove anos, decidiu vir com parte da família em busca de emprego para o interior de São Paulo. Vindo de uma infância difícil, o jovem lutador fala que passou dificuldades com os pais que batalhavam para o sustento dos sete filhos.

“Nunca tivemos nada de mão beijada, tivemos que ralar muito na vida para conquistar cada coisa que queríamos. Quando eu cheguei em Potirendaba fui trabalhar de almoxarifado, onde fiquei dois anos. Fiz curso de eletricista, consegui emprego onde fiquei quatro anos e fui me especializando”, conta.

Mas não era na energia elétrica que estava o sonho de Baiano e sim na energia de lutar. Dividindo os treinos com o emprego, o rapaz conta que começou a lutar boxe e passou a receber os olhares de professores que o incentivavam e afirmavam seu talento.

“Eu fiz uma luta na categoria amador, mas queria mesmo era o profissional. Fui me dedicando e treinando e em 2014 entrei para o profissional, onde comecei a treinar em um projeto de São José do Rio Preto, chamado Maquininha do Futuro, onde estou até hoje”, fala.

O projeto difunde esporte e cultura à crianças e adolescentes gratuitamente. A ação voluntária de amigos e com apoio da prefeitura da cidade, acontece em um complexo de lazer da própria prefeitura, onde professores voluntários dão aulas de muay thai, jiu jitsu, boxe, futebol, MMA e várias outras atividades.

Foi através do projeto que Elison viajou, no último dia 24 de agosto, para países do continente europeu, onde disputou quatro lutas. Destas, venceu duas delas. “Viajei para Holanda, Bulgária, Israel e Polônia. Infelizmente só pude ficar três meses pelas questões da legalidade, mas se eu quisesse tinha luta para eu disputar todos os dias”, comenta Baiano.

Na bagagem, Baiano conta que trouxe, além das medalhas e troféus, muita experiência de outras culturas. “O respeito deles uns com os outros é muito grande. Aprendi que os atletas precisam mais de descanso do que de treino, pois a mente descansada trabalha melhor. Lá as ruas são muito limpas, cidades lindas e uma cultura impressionante. A única dificuldade era na língua, pois não sabia falar quase nada”, fala.

Baiano diz que sua inspiração partiu de José Aldo, um dos maiores campeões de MMA do mundo. “Agora só falta um patrocinador para eu poder continuar firme nos treinos, pois sem incentivo fica difícil se manter e treinar”.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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