Comerciante de Potirendaba leva R$ 20 mil de prejuízo depois de prefeitura fechar a entrada para realização do carnaval da cidade

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O dono de uma pastelaria de Potirendaba levou cerca de R$ 20 mil de prejuízos depois de a prefeitura bloquear a entrada do estabelecimento com placas para a realização do carnaval da cidade. A revolta maior do comerciante é de que não recebeu nenhum comunicado avisando que a área seria fechada.

Leandro Cesar Marchiori conta que realizou uma compra de bebidas e alimentos para trabalhar as quatro noites do evento, mas que não foi possível devido a instalação de placas para cercar o carnaval. Ele mostra os freezeres completamente lotados com o material e que agora tenta vender nos mercados para amenizar o prejuízo.

Ele questiona porque não recebeu nenhum comunicado da prefeitura avisando que a área em frente à pastelaria seria interditada. “Eu me programaria e não compraria tudo isso de mercadora. Simplesmente chegaram aqui na sexta-feira e começaram a cercar tudo. Fui então questionar um funcionário e tentar fazer um acordo para eu trabalhar dentro do evento e ele me perguntou se eu ajudaria a pagar a festa”, fala.

Marchiori fala que além dele, os sete funcionários da pastelaria deixaram de ganhar, pois todos trabalham por dia. Além do prejuízo do carnaval, ele reclama que deixou de vender normalmente no fim de semana mesmo sem carnaval.

O comerciante reclama ainda que ao lado da pastelaria existe um lote que pertence ao cunhado dele e que a área foi invadida pela prefeitura onde foram colocados veículos. “Quebraram a calçada e a mureta de tijolo. Não ligaram para ele pedindo autorização e muito menos pra eu e pra minha esposa que cuidamos do terreno”, conta.

Já no domingo de carnaval, Leandro fala que foi questionar o funcionário da prefeitura, Clodoveu Colombo Junior, sobre tal invasão. “Eu falei que não era para entrar no terreno e ele me perguntou quem foi, porém eu não vi quem foi. Nisso eu peguei a marreta que eu tinha no carro na mão e disse que não queria mais que invadissem o lote. Depois disso eu soube que ele registrou um boletim de ocorrência contra mim falando que eu ameacei ele com arma de fogo. “, conta Leandro.

Leandro desmente ainda a afirmação de Colombo dizendo que jamais teve arma e que nunca colocaria a integridade física de alguém em risco. “Sou uma pessoa de bem, jamais tive arma. Eles estão inventando isso para me prejudicar. Tenho amizade desde criança com o Junior e jamais faria algo desse tipo. Tenho minha consciência tranquila que não fiz nada e vou provar isso”.

Por meio de nota, o Departamento Jurídico da prefeitura de Potirendaba informou que o carnaval passou pela vistoria do Corpo de Bombeiros que concedeu o alvará para a realização do evento. Disse também que tudo foi realizado de acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado com o Ministério Público e a Polícia Militar e que as estruturas do evento foram vistoriadas e aprovadas pelo promotor de justiça da Comarca.

Por fim a nota diz que dois boletins de ocorrência foram registrados contra o dono da pastelaria por ameaças contra a equipe do evento, uma delas por ameaças com arma de fogo.

(Foto: Arquivo pessoal)

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