Com verba de manutenção de quase R$ 2 milhões, rodovia João Neves entre Potirendaba e Cedral continua em situação precária

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Reportagem de 17/12/2018

Quem utiliza todos os dias a rodovia que liga Potirendaba à Washington Luís já sabe dos problemas que vai enfrentar no seu trecho de 18 quilômetros. Uma verba liberada de quase R$ 2 milhões aparenta não ter chegado ao local, já que suas condições estão cada vez piores.

Falta de acostamento, sinalização, inúmeros buracos, com muita trepidação e imprudência de motoristas são alguns dos fatores que compõem a novela João Neves. Até hoje, várias mortes, dezenas de acidentes e nenhuma solução.

A Gazeta do Interior já mostrou diversas vezes os problemas que a rodovia enfrenta e as promessas feitas ao longo dos anos. Em outubro agora de 2018, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) disse que estava em fase final o processo licitatório para contratação da nova empresa especializada para execução dos serviços de manutenção e conservação como tapa-buraco e limpeza da pista de toda a extensão da rodovia.

Uma placa recém instalada no começo da via, em Cedral, mostra que uma empresa foi contratada pelo valor de R$ 1.970.432,74 para dar manutenção em 262 quilômetros de rodovias da região do DER de Catanduva. Um total de mais de R$ 7 mil por quilômetro que começou a ser pago no dia 15/10/2018.

A solução definitiva para o problema seria a verba de R$ 20 milhões anunciada em 2013 pelo então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para melhorias da via, porém as obras nunca foram executadas.

O promessa da liberação do valor previa a construção de terceira faixa em nove quilômetros e acostamento pavimentado de outros 21 quilômetros. Além disso, a obra teria também a construção de um dispositivo, tipo rotatória fechada, na altura do quilômetro dois, restauração da estrutura do pavimento, recapeamento da camada de rolamento, sinalização, defensas na ponte e represa da pista.

Na época, o DER, disse que obras seriam iniciadas em janeiro de 2016 com prazo de execução de seis meses, mas quase seis anos se passaram e tudo está do mesmo jeito, com ainda mais buracos e sem nenhuma melhoria. Desta vez, o Departamento diz que ainda aguarda liberação do recurso.

De janeiro até agora, três pessoas morreram na via. No mesmo período, 12 acidentes graves e leves foram registrados no trecho.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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