Com surto de dengue, Hospital de Potirendaba sofre com superlotação e procura nos postos está baixa

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Reportagem de 15/05/2019

Vivendo epidemia por dengue com mais de 113 casos confirmados, moradores de Potirendaba estão superlotando o hospital do município à procura por atendimento. Enquanto isso, os Postos de Saúde que prestam praticamente os mesmos serviços estão vazios.

Segundo a enfermeira responsável do hospital, Marcela Afonso Semedo, em um único plantão de 12 horas, 132 pacientes chegaram a passar pela entidade, o que significa uma média de 11 pessoas por hora. Imagens das câmeras da recepção cedidas pelo próprio hospital (foto destaque), mostram o local lotado às 19h29 da última segunda (13/05).

“Infelizmente isso faz com que o atendimento demore além do normal e muitas pessoas acabam não entendendo que o tempo de espera é de acordo com a classificação de risco de cada paciente. Aqui no hospital nesta classificação para dengue prestamos os mesmos serviços que os Postos de Saúde da Família (PSF’s)”, explica.

Desde o começo de maio quando Potirendaba decretou estado de epidemia pela doença que a situação só tem piorado. Até agora, além dos 113 casos confirmados, outros 728 estão sob suspeita. Destes, 256 aguardam confirmação no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Todos os dias uma média de 16 a 20 pessoas dão entrada no Hospital de Potirendaba com suspeita da doença. No local, além do atendimento prestado, é colhido um hemograma e um relatório de notificação é preenchido para cada paciente, o que toma ainda mais tempo dos servidores.

Atualmente um médico, um enfermeiro e dois técnicos são responsáveis por atender toda a população em dois plantões de 12 horas cada. A administradora da entidade, Lucy Jorge, afirma que o local já precisa de mais um médico, mas com a baixa remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS), isso se torna impossível.

“Muitas pessoas tem reclamado da demora no atendimento, mas infelizmente estamos superlotados. Pedimos a colaboração destes usuários do SUS que procurem seus postos de saúde dos seus bairros, pois assim poderemos prestar um serviço de maior qualidade e não correr o risco de deixar passar despercebido um paciente que esteja com um estado de saúde mais grave”, explica Lucy.

Os principais sintomas que os pacientes dão entrada no hospital são dor muscular, febre, dor nas costas, e, em alguns casos, manchas na pele. Para este tipo de diagnóstico é aplicado o soro para hidratação e é receitado dipirona e tylenol para tratamento em casa, o mesmo atendimento prestado nos Postos de Saúde.

Para desafogar o hospital, desde o começo deste mês que a Coordenadoria Municipal de Saúde decidiu manter o Posto Central de Saúde aberto até às 22h sem necessitar agendamento. Porém, segundo a coordenadora de saúde da cidade, Sarah Bossolo, a procura está muito baixa.

“Estamos atendendo a média de 20 pacientes por dia e de acordo com a nossa capacidade com funcionários destinados para este serviço, a procura está muito baixa. As pessoas ainda tem o hábito de procurar o hospital pela confiança que tem na entidade, mas prestamos os mesmos serviços e nesta fase de epidemia por dengue, o importante é ser atendido, não importa onde”, finaliza.

(Foto: Reprodução circuito interno)

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