Com saída de cubanos do Brasil, Potirendaba pode ficar com apenas um médico

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(20/11/2018)

Com o anúncio do governo de Cuba na última semana que decidiu sair do programa social Mais Médicos, Potirendaba corre o risco de ficar sem atendimento para a maioria da população. Dos seis profissionais que compõem a Estratégia de Saúde da Família (ESF), cinco são cubanos.

O país caribenho tem 8.332 profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde desde 2013, quando o governo da então presidente Dilma Rousseff criou o programa para atender regiões carentes sem cobertura médica. O comunicado não diz a data em que os médicos cubanos deixarão de trabalhar no programa, porém, muitos deles já começaram a deixar o Brasil.

O Brasil paga para cada médico, R$ 11.865,00, porém, apenas R$ 3.000,00 ficam com os profissionais, o restante vai para o governo de Cuba. Além disso, as prefeituras de cada município arcam com as despesas como alimentação e moradia de cada profissional.

Os cubanos trabalham em 2.885 cidades, sendo que em 1.575 só possuem cubanos. Das 12 cidades de circulação da Gazeta do Interior, Potirendaba tem cinco médicos, Bady Bassitt tem dois e Nova Aliança um que são de Cuba.

Segundo a Coordenadora de Saúde de Potirendaba, Sara Bossolo, ainda não há uma decisão certa sobre o futuro dos médicos na cidade, porém a decisão pegou todos de surpresa, pois cinco dos seis médicos que atendem nos postos de saúde são cubanos.

“Com essa notícia repentina pegou a gente de surpresa, pois pode causar um impacto muito grande para a população do nosso município. Vamos nos reunir com o prefeito e aguardar as próximas decisões. Porém estamos bastante preocupados com a notícia”, diz.

Potirendaba tem cinco PSF’s espalhados pelos bairros Luis Pastorelli, Jardim dos Eucaliptos, São Francisco, Jardim das Hortênsias e Centro. Em cada um deles possui um profissional de Cuba que juntos atendem quase 18 mil moradores.

“Muitas pessoas criticam, mas eu gosto e não tenho reclamação nenhuma sobre estes profissionais. Infelizmente a saída deles pode prejudicar e muito nós que dependemos deles”, diz a aposentada Luzia Antônia Batista.

(Foto: Gazeta do Interior-arquivo)

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