Com contraindicação, estagiária de 17 anos recebe vacina contra COVID-19 em Urupês (SP)

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Sábado, 23 de janeiro de 2021

Uma adolescente de 17 anos que é estagiária da Coordenadoria de Saúde de Urupês (SP) foi vacinada com a CoronaVac contra COVID-19. O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação apresenta contraindicações para menores de 18 anos de idade e gestantes porque as vacinas não foram testadas nesses grupos.

Segundo denúncia enviada à Gazeta, após a jovem ser imunizada, ela teria postado em suas redes sociais a foto com a legenda “#AquinãoCovid”. O caso ganhou repercussão na cidade e revoltou alguns moradores, já que, além de tudo, a estagiária não trabalha na linha de frente do combate ao COVID-19.

Se não bastasse, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19 apresenta contraindicações para menores de 18 anos de idade e gestantes.

De acordo com o coordenador-executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, João Gabbardo dos Reis, em um primeiro momento, esses dois grupos não receberão o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. Os estudos específicos para esses dois grupos ainda não existem.

O governo de São Paulo disse que, nesta primeira etapa de vacinação, que começou na última quinta-feira (22/01), as doses do imunizante foram destinadas para profissionais da saúde que atuam diretamente no enfrentamento da doença. A cidade recebeu, esta semana, 151 doses da vacina.

Segundo a Prefeitura de Urupês, profissionais que trabalham com pacientes suspeitos e/ou confirmados de COVID-19 também receberam a imunização, “uma vez que podem ter contato com pacientes que possuem sintomas gripais”, diz.

Em nota, o município disse que a adolescente “desconhecendo as indicações das autoridades de saúde da necessidade de possuir 18 anos ou mais para ser imunizada contra a doença, solicitou receber também a dose da vacina”.

Trecho do documento diz que, “as profissionais que estavam realizando a imunização solicitaram o cartão SUS antes do ato, contudo, ela [adolescente] alegou não ter em mãos o cartão naquele momento, e que, após receber a dose, o buscaria imediatamente junto aos seus pertences. Desta forma, a dose foi aplicada. Uma vez que a referida funcionária entregou o cartão SUS é que foi averiguado que a mesma possuía 17 anos e 4 meses”, diz o município.

A Prefeitura afirma que não houve má-fé no ato e que a funcionária somente foi vacinada porque compõe a equipe técnica de enfermagem e por achar que ela possuía mais de 18 anos. Por fim, a nota diz que o fato ocorrido não acarretará falta de vacina para qualquer pessoa, uma vez que, o número de doses solicitadas já incluía esta funcionária.

Nossa reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado, mas até agora ninguém respondeu nossos questionamentos.

(Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

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