Cinco dos seis postos de combustíveis de Potirendaba ‘escondem’ preço dos consumidores

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A confiança dos amigos de cidade pequena está fazendo com que alguns donos de postos de combustíveis ‘espertinhos’ escondam o preço dos produtos dos consumidores. Cinco dos seis comércios de Potirendaba não expõem os preços visivelmente conforme determina lei do consumidor e da própria Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Talvez pelo fato dos consumidores já estarem acostumados com os postos e com os preços dos produtos, os donos dos postos já não colocam os preços há meses. Os últimos reajustes de 6% da gasolina e de mais de 4% do diesel fizeram com que, ainda mais, os preços fossem escondidos dos consumidores de Potirendaba.

Em dois postos do centro da cidade que possuem tabelas eletrônicas de preços, o fotógrafo da Gazeta foi ameaçado pelos proprietários dos comércios e fizeram com que as fotos fossem apagadas da câmera na frente deles.

Pouco tempo depois da visita do fotógrafo nos postos, os letreiros com os preços estavam ligados. Em outro posto na saída para o bairro Coqueiral o painel feito de lona está todo rasgado e com os preços zerados.

Na entrada da cidade outro posto de combustíveis também tem tabela, porém não informa o preço. No bairro Vila São João outro posto com tabela zerada, sem nenhum valor. Em outro comércio, no Centro de Potirendaba, o cliente também tem que ficar procurando os valores que irá pagar.

O único comércio que possui painel com preços atualizado é o Colombo Auto Posto, também na entrada da cidade. O letreiro já está com preços novos após o reajuste e informa visivelmente preços e bandeiras de cartões aceitas no local.

Para o advogado especialista em Direito e Defesa do Consumidor, Sergio Parada, o direito básico do consumidor é informação. “O comércio tem que informar o preço e tem que estar exposto de maneira visível. O código de defesa do consumidor exige que o preço de qualquer produto seja colocado para o cliente e se não cumprir está sujeito às penalidades, sanções administrativas e multa”, afirma.

“Isso é um absurdo, eu já não abasteço aqui nessa cidade por que é essa palhaçada. A gente passa na frente para saber o preço e não tem nada. Com o preço que está os combustíveis tem que pesquisar e procurar o mais barato, sem a tabela isso fica impossível e acaba obrigando a gente parar em qualquer posto. Aqui é complicado”, fala a estudante de enfermagem, Liliane Aparecida Cordeiro.

(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de outubro de 2015)

(Foto: Gazeta do Interior)

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