Cidades de circulação da Gazeta do Interior registram 34 incêndios por mês

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O número de queimadas nas 12 cidades de circulação da Gazeta do Interior dispararam e quase já superou o ano passado inteiro. De janeiro a setembro deste ano foram registrados 321 incêndios, uma média de 34 queimadas por mês.

Os dados são do site MyMaps, uma empresa paulista fundada em 2019 por profissionais de diferentes setores da economia que, após diversas pesquisas na área de desenvolvimento e agricultura de precisão, começaram a desenvolver e integrar soluções para melhorar a vida das pessoas no campo. Através de um sistema automático e gratuito através do WhatsApp, o usuário consegue solicitar o número de queimadas de seu município, em tempo real, dos últimos dez anos.

Segundo o site, a cidade campeã com o maior número de queimadas é Tabapuã, onde foram contabilizados 69 focos de incêndio só neste ano. No ano passado inteiro foram 81 incêndios.

Uchoa aparece em segunda na lista com 18 focos de incêndio em 2018 e 49 em 2019, um aumento de mais de 275%. Depois vem Catiguá com 42 queimadas em 2019, contra apenas 19 no ano passado inteiro.

Outro município que aparece na lista superando os números do ano passado é Ibirá. Enquanto a cidade foram registrados 18 incêndios no ano passado inteiro, nestes nove meses de 2019 já são 25 queimadas na cidade.

O levantamento mostra os incêndios dos últimos dez anos, onde Tabapuã também aparece no topo da lista com o maior número de queimadas na área do jornal. Neste período o município registrou 786 incêndios, onde o ano com o maior número de queimadas foi em 2010, com 122.

Depois vem Urupês com 695 focos de incêndio, sendo que, em 2012, a cidade viveu seu pior ano de queimadas, contabilizando 146 ocorrências. O ranking mostra que os números nestes 12 municípios felizmente vem diminuindo de 2010 para cá.

Enquanto no começo da década foram contabilizados 887 queimadas, no ano passado inteiro foram 382. O ano com menor número até agora foi 2016, um ano bastante chuvoso e que registrou 349 casos.

QUEIMADAS_GRÁFICO

Potirendaba foi bastante castigada com três incêndios de grandes proporções em setembro. Felizmente em nenhum dos casos houve vítimas, porém grandes áreas de pastagem e até mata ficaram só nas cinzas.

O primeiro foi em um ponto de apoio do aterro sanitário de Potirendaba. Por pouco o fogo não atingiu uma área de preservação permanente ao lado.

Segundo a Polícia Militar, as chamas começaram em galhos e podas de árvores do aterro. O fogo se espalhou rapidamente e atingiu uma área de pastagem ao lado.

Caminhões pipa da prefeitura e também de uma usina da cidade levaram quase dois dias para controlar as chamas. No dia seguinte outro incêndio no bairro rural Vila Nova e moradores precisaram ser retirados às pressas de suas casas para fugir do fogo.

Segundo testemunhas, o fogo começou logo pela manhã próximo da estrada que liga o bairro à área urbana do município. Rapidamente as chamas se alastraram e destruíram uma extensa área de pastagem e vegetação, onde o fogo chegou próximo das casas com dezenas de moradores.

Desesperados com a altura do incêndio, eles precisaram sair às pressas e abandonar suas casas. Com dificuldade de locomoção, uma idosa precisou ser carregada em uma cadeira.

Ainda no bairro Vila Nova, mais de 150 hectares de pastagem e área de preservação foram consumidos pelas chamas. Moradores e donos de propriedades tiveram que apagar o incêndio sozinhos para que o fogo não matasse os animais do pasto.

incendios potirendaba

O número de queimadas em Potirendaba também já preocupa. Enquanto no ano passado inteiro foram registradas 20 ocorrências, agora em 2019 já são 28 casos.

Em Urupês um grande incêndio destruiu cerca de 50 hectares de uma reserva ambiental no dia 16/09. O incêndio ocorreu no distrito de São João do Itaguaçu.

Diversos caminhões pipa de usinas, além do Corpo de Bombeiros levaram mais de 17 horas para controlar as chamas. O fogo teve início no começo da manhã e só foi controlado na madrugada do dia seguinte.

Em todo o Brasil as queimadas aumentaram 82% em relação ao ano de 2018, se compararmos o mesmo período de janeiro a agosto – foram 71.497 focos neste ano, contra 39.194 no ano passado. Esta é a maior alta e também o maior número de registros em 7 anos no país. Os dados são do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), gerados com base em imagens de satélite.

Segundo a Polícia Ambiental de São José do Rio Preto, 90% dos incêndios tem causa criminosa. Na maior parte das vezes, pessoas são flagradas colocando fogo em beiras de estrada, canaviais ou até mesmo áreas de preservação.

O crime de Incêndio, segundo a legislação brasileira, consiste em causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de alguém. Sua pena é de 3 a 6 anos de reclusão, acrescida de multa.

(Reportagem publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de setembro de 2019)
(Fotos: Colaboração leitores e reprodução)

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