Cidades da região da Gazeta registram 200 incêndios em apenas 60 dias

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Sábado, 08 de agosto de 2020

As 12 cidades de circulação da Gazeta do Interior somaram 200 registros de incêndio em apenas dois meses. Além do grande prejuízo ambiental, os problemas respiratórios provocados pelas queimadas são outro grande problema.

Um levantamento feito pela Gazeta junto à plataforma MyMaps, aponta que os números de incêndio em julho aumentaram, aproximadamente, 67% de um mês para outro. Enquanto em junho foram 75 focos, em julho este número subiu para 125 registros, um total de 200 queimadas.

Os dados são das 12 cidades de circulação do jornal, uma micro região de municípios pequenos, mas com números alarmantes de queimadas, principalmente em matas e áreas de preservação permanente. De acordo com o levantamento, o local de maior incidência de fogo é na área rural destas cidades.

O município que registrou o maior número de queimadas nos dois meses foi Guapiaçu, onde totalizou 46 incêndios neste período. Em seguida vem Catiguá com 34 focos.

Números aumentaram 67% de um mês para outro

Segundo dados do Corpo de Bombeiros, só na cidade de São José do Rio Preto, a maior cidade do noroeste paulista, em junho foram 112 incêndios e em julho 223 registros. De janeiro até agora já são 602 queimadas, entre elas em vegetação natural, cultivada, terreno baldio e ponto de apoio.

Segundo o Capitão da Polícia Ambiental de São José do Rio Preto, Deivid Gabriel de Melo, a maior preocupação atualmente é com incêndios em canaviais, que resultam em chamas de grandes proporções e que causam a morte de vários animais.

“Infelizmente são sempre incêndios criminosos e colocados por terceiros. Nesse caso as usinas são quem respondem pelo ato e precisam provar que cumprem as determinações como possuir brigada de incêndio e uma série de outras normas”, explica.

Ainda de acordo com o Capitão, a infração pode ser administrativa e crime, caso comprovada. “A punição também varia por tamanho do dano, ou no caso de vegetação é avaliado a idade das árvores existentes no local, onde o valor da multa aumenta de acordo com a idade daquelas árvores. Temos casos de multas que variam de R$ 20 mil a R$ 1,5 milhão”, diz.

(Fotos: Divulgação e editoria de artes/Gazeta do Interior)

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