Cidades da Gazeta registram 12 acidentes de trabalho infantil com crianças e adolescentes

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Terça-feira, 29 de setembro de 2020

Dados do Ministério Público do Trabalho revelam que 12 acidentes de trabalho infantil foram registrados em cinco cidades da Gazeta do Interior. Nestes municípios, mais de 1,5 mil crianças e adolescentes estão em trabalho infantil.

As estatísticas foram colhidas entre os anos de 2012 e 2018 pelo Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil. Os dados são do Ministério Público do Trabalho e também do último censo demográfico do IBGE de 2010.

De acordo com o Ministério do trabalho, a cidade com o maior número de acidentes de trabalho é Bady Bassitt, com quatro no total. Depois vem Potirendaba, Ibirá, Urupês e Guapiaçu com dois acidentes cada. A vizinha São José do Rio Preto registrou 205 acidentes de trabalho entre 2012 e 2018, tendo como vítimas crianças e adolescentes.

Já segundo os dados do IBGE de 2010, Urupês é o município que mais possui crianças e adolescentes com idades entre 10 e 17 anos ocupados. Na cidade, 404 jovens possuem algum tipo de emprego e outros 11 estão em algum tipo trabalho doméstico.

Guapiaçu possui 341 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 17 anos que estão trabalhando e outras 20 em trabalho doméstico. Potirendaba são 301 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 17 anos que estão trabalhando e outras 7 em trabalho doméstico.

Bady Bassitt registrou 240 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 17 anos que estão trabalhando e nenhum em trabalho doméstico. Ibirá são 218 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 17 anos que estão trabalhando e outras 16 em trabalho doméstico.

Rio Preto possui 207 crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos flagradas em trabalho doméstico. O mesmo censo indica 5,2 mil crianças e adolescentes com idades entre 10 e 17 anos ocupados, segundo o censo do IBGE de 2010. Na cidade foram encontradas ainda 518 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 13 anos trabalhando em 2010.

O Deputado Federal Luiz Carlos Motta (PL), diz que a legislação não foi capaz de impedir o trabalho, no Brasil, de “2,7 milhões de crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos”. Por isso ele pretende tornar mais rigorosa a punição para ajudar no combate à exploração do trabalho infantil.

“Durante a pandemia percebemos que o índice de exploração do trabalho infantil aumentou. A Unicef ouviu aproximadamente 53 mil famílias na Grande São Paulo, entre abril e julho deste ano. Essa pesquisa constatou que a incidência do trabalho infantil aumentou de 17,5 por mil habitantes antes da pandemia para 21,2 por mil habitantes durante a pandemia. Esse triste cenário nos motivou a elaborar esse Projeto de Lei. Além da pena de um a quatro anos de reclusão para os infratores, a proposta inclui multa. As vítimas vem sendo exploradas no trabalho informal, principalmente na agricultura e na construção civil e as sequelas estão relacionadas à mutilações de braços, pernas e outras partes do corpo”, explica.

Muitas formas de exploração do trabalho infantil, frequentemente admitidas pela sociedade, acabam por torná-lo invisível tanto na cidade quanto no campo. As causas que levam meninas e meninos às ruas e ao trabalho são muitas, mas o engajamento da sociedade no combate é essencial. Proteger as crianças e os adolescentes é um dever de todos.

(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

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