Cetesb interdita Aterro Sanitário de Potirendaba (SP) por falta de capacidade

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A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) interditou na tarde desta segunda-feira (09/12/2019), o Aterro Sanitário de Potirendaba (SP), por falta de capacidade. O local inaugurado há 16 anos não tem mais valas para enterrar detritos.

Em 2003 a cidade saiu na frente e criou sua própria Estação de Tratamento de Lixo e Esgoto, onde era uma das poucas da região que separava e vendia seu próprio lixo. O local chegou a servir de modelo até para outros países.

Desde 2010, uma lei criada pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, proibiu que todos os municípios do Brasil enterrassem seu lixo. O destino adequado para o resíduo doméstico, desde então, são aterros sanitários autorizados com captação de chorume e gases produzidos pelo material.

Potirendaba ainda tinha licença da Cetesb para continuar depositando seus detritos em valas até o fim de sua capacidade. Na tarde desta segunda, fiscais da Companhia estiveram no local e constaram a falta de espaço nas valas, onde acabaram interditando a área.

Desde o começo de 2017 que a Prefeitura deixou de realizar a separação do lixo reciclável do orgânico, o que fez com a capacidade das valas se esgotasse ainda mais rápido. Agora o município terá que buscar uma solução imediata para o problema.

A população de quase 17 mil moradores produz uma média diária de 5,5 toneladas de lixo reciclável e 3,5 toneladas de lixo comum. Depois das valas serem fechadas, o local vira área de reflorestamento para recuperação do solo.

A partir de agora a Prefeitura vai precisar procurar outro destino para os detritos domésticos. De acordo com o município, uma licitação será aberta para a contratação de uma empresa que receberá o lixo.

O prazo para que isso ocorra pode levar de 30 a 40 dias e, até lá, todo o material será depositado temporariamente na usina de reciclagem instalada na Estação de Tratamento da cidade. Segundo a prefeitura o local é coberto, fechado e não oferece riscos.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior-arquivo)

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