Casos suspeitos de zika disparam em Potirendaba e preocupam autoridades de saúde

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Reportagem de 21/05/2019

Como consequência do avanço no número de casos de dengue em todo o país, o aumento de casos suspeitos de zika tem preocupado autoridades de saúde de Potirendaba. De janeiro até agora já são quase 60 pessoas infectadas pelo vírus.

Isso porque o transmissor do Zika vírus é o mosquito Aedes aegypti que transmite também a dengue, a chikungunya e que precisa de água parada e limpa para proliferar. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de dengue aumentaram 264% em todo o país e isso fez com que os outros vírus também se espalhassem com maior facilidade.

Até o último balanço divulgado pelo órgão no final do mês passado, o Brasil tinha 5.155 casos registrados de zika. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 4.770 casos prováveis.

A doença pelo vírus Zika apresenta risco superior a outras arboviroses, como dengue, febre amarela e chikungunya, para o desenvolvimento de complicações neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e outras doenças neurológicas. Uma das principais complicações é a microcefalia.

Os sintomas podem ser confundidos com os da dengue. A doença inicia com manchas vermelhas em todo o corpo, olho vermelho, pode causar febre baixa, dores pelo corpo e nas juntas, também de pequena intensidade

Potirendaba é uma das cidades da Gazeta que não tem medido esforços para eliminar os criadouros do mosquito. Diversas ações como arrastões e nebulizações vem acontecendo quase que todos os dias no município.

Segundo a enfermeira da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da cidade, Luana Poiana, até esta última segunda-feira (20/05/2019), já eram 48 casos notificados para zika. “Hoje já recebemos mais dez notificações e infelizmente isso preocupa bastante se estes números forem confirmados. A gente espera que não seja, pois tivemos quatro casos descartados, então nossa esperança é de que este vírus não esteja circulando em nossa cidade”, diz

Na casa da balconista Michele Correa, ela e o filho de apenas seis anos tiveram diagnóstico suspeito para a doença. Os dois passam por tratamento e felizmente não correm riscos.

“É uma doença terrível, não desejo para ninguém. Na verdade gostaria até de fazer um apelo para que as pessoas tirem apenas cinco minutos do seu tempo para olhar seu quintal, suas casas e não deixar água parada, pois só assim vamos conseguir vencer essa batalha”, afirma.

A infecção por Zika Vírus na maioria dos casos é uma doença branda e tem cura espontânea depois de 10 dias. As principais complicações são neurológicas e devem ser tratadas caso a caso, conforme orientação médica. Todo o tratamento é oferecido, de forma integral e gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Existem três formas principais de transmissão do Zika Vírus:

  • Transmissão pela picada do mosquito Aedes Aegypti.
  • Transmissão sexual.
  • Transmissão de mãe para o feto durante a gravidez

No caso do feto ser infectado durante a gestação, este pode desenvolver lesões cerebrais irreversíveis e ter comprometida, definitivamente, toda a sua estrutura em formação. As doenças neurológicas, especialmente nas crianças com a doença congênita (infectados no útero materno), têm sequelas de intensidade variável, conforme cada caso.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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