Casos de sífilis preocupam autoridades de saúde em Potirendaba

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(Reportagem de 06/12/2018)

Uma doença que não escolhe idade, sexo, nem classe social. É assim que especialistas descrevem a sífilis, transmitida pela bactéria treponema pallidum, principalmente por via sexual, mas também da mãe para o filho, durante a gravidez. A falta de tratamento pode causar cegueira, demência e até levar à morte. Desde o ano passado que o aumento no número de casos tem preocupado autoridades de saúde de Potirendaba.

Na cidade a maior incidência de sífilis está entre pessoas com idade de 21 a 30 anos. Nesta faixa etária, 17 pessoas foram infectadas do ano passado até agora.

Dados solicitados pela Gazeta mostram que de janeiro até o último dia 30/11/2018, 16 pessoas já tiveram ou estão com sífilis em Potirendaba. No ano passado inteiro foram registrados 21 casos da doença no município.

No ano passado sete gestante contraíram sífilis. Já este ano três mulheres tiveram a doença, onde consequentemente quatro crianças tiveram sífilis congênita (passa da mãe para o filho), em 2017, e, uma agora em 2018.

As estatísticas mostram apenas pessoas com idades entre 17 até 56 anos. A enfermeira da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da cidade, Luana Poiana, diz que abaixo ou acima desta faixa etária também pode haver infectados.

“Sabemos também que existem casos em adolescentes e idosos, porém muitos deles não procuram as unidades de saúde para fazer o teste. Aqui em Potirendaba é realizado o teste rápido e tudo no mais absoluto sigilo. Caso seja comprovada a doença o paciente é encaminhado imediatamente ao tratamento”, explica.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acredita que, pelo menos, seis milhões de pessoas são diagnosticadas com sífilis todos os anos. A Organização estima ainda que todos os dias sejam diagnosticados um milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis.

O tratamento da sífilis é simples, porém doloroso, por isso a forma mais eficaz de prevenir a doença é usando preservativo durante as relações sexuais, até no sexo oral. Para a cura é aplicada a temida Benzetacil, que atualmente só é encontrada na rede pública de saúde devido a suspensão da fabricação do antibiótico.

O diagnóstico tardio faz com que a sífilis evolua de fase. O surgimento dos primeiros sintomas pode ocorrer com uma queda da resistência do paciente em até três meses após o contato com o vírus.

SINTOMAS:

Sífilis primária – aparecimento do cancro duro, pequenas lesões avermelhadas nos órgãos genitais;

Sífilis secundária – manchas rosadas ou caroços na boca, no nariz, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés e descamação intensa da pele;

Sífilis terciária-  problemas em órgãos internos; dor de cabeça constante; náuseas e vômitos frequentes; convulsões; delírios e até dificuldade de andar.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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