Casos de meningite preocupam moradores de Tabapuã

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Casos de meningite viral tem preocupado moradores e autoridades de saúde de Tabapuã. Em menos de 30 dias, duas crianças contraíram a doença e infelizmente uma delas acabou morrendo.

No dia 22 do mês passado, uma criança de dois anos passou por atendimento no hospital de Tabapuã, onde foi medicada. O quadro clínico da menina se complicou e ela então foi levada para o Hospital Padre Albino, de Catanduva, onde acabou não resistindo.

Amostras do liquor da vítima foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para realização de exame específico, onde confirmou a doença.

Na semana passada, outra menina de 5 anos foi internada também com suspeita da doença. A criança apresentou os sintomas e precisou ser internada no Hospital Padre Albino, onde ainda não teve alta e ficou confirmada também a doença viral.

Segundo a coordenadora de saúde da cidade, Karyna Camillo Pinto Iglesias, infelizmente só há vacina para a meningite bacteriana e a única recomendação é o cuidado dos pais. “Infelizmente é uma doença transmitida pelo ar e não existe vicina. Então é importante que os pais fiquem atentos, se a criança começar a apresentar febre, gripe muito forte corre para o médico e não deixe agravar ainda mais, pois a imunidade da criança abaixando, ela contrai a doença”, explica.

A coordenadora fala ainda que a vacina na rede pública existe apenas para o tipo C da meningite meningocócica e a criança pode receber a dose com três meses de vida, cinco anos e agora um reforço com 11 anos.

“A bacteriana existe o tipo A, B, C, W e Y. Na rede pública só está disponível a vacina para o tipo C e as demais apenas na rede particular”, diz Karyna.

Gabriela Nunes de Oliveira é mãe da pequena Laura de apenas três meses de vida e diz que está muito preocupada com a filha. “É uma doença que infelizmente não tem o que fazer e por isso nem estou saindo de casa com ela, por medo da doença aqui na cidade”, comenta.

“Estamos em alerta e todo cuidado é pouco. É uma situação que preocupa, pois ainda não estamos no período dessa doença que é o inverno, época mais seca do ano, então é preciso redobrar o alerta”, finaliza a coordenadora Karyna.

(FotoDiogo De Maman/Gazeta do Interior-arquivo)

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