Casos de ataques por escorpião disparam em Potirendaba

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Os casos de ataques por escorpiões dispararam em Potirendaba agora em 2018. De janeiro a novembro a cidade já contabiliza quase 160 casos e o número já superou o de 2017 inteiro.

Segundo os dados da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica do município, em 2017 foram 148 ataques registrados na área urbana e rural. Um número considerado já bastante elevado.

Já nestes 11 meses de 2018, Potirendaba soma 157 casos, sendo nove a mais do que o ano passado inteiro, um aumento de quase 7%. A grande maioria destes ataques, de acordo com a Vigilância, vem ocorrendo na área urbana da cidade, uma preocupação já que apenas o trabalho de dedetização pode não estar sendo suficiente.

Em outubro, um bebê de 11 meses por pouco não morreu depois de ter sido picado por um destes aracnídeos em uma creche de Potirendaba. O menino estava em um brinquedo da unidade quando foi atacado. Imediatamente a criança foi levada para o Hospital de Potirendaba, onde precisou ficar internada por dois dias e felizmente se recuperou.

Na cidade um sério trabalho de dedetização foi realizado em escolas e também nas galerias de esgoto. Porém, o maior número de ataques vem ocorrendo na área urbana, o que preocupa as autoridades.

O escorpião amarelo que tem aparecido aqui na nossa região é um dos mais perigosos. O veneno atinge o sistema nervoso, provoca alterações respiratórias e acúmulo de líquidos nos pulmões, podendo levar a vítima à morte.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que os ataques de escorpiões cresceram quase 800% desde 2000, principalmente na região Sudeste. Só na vizinha São José do Rio Preto, as ocorrências aumentaram mais de 40% só no primeiro semestre deste ano.

Segundo a chefe da Vigilância Sanitária de Potirendaba, Páscoa Moretti, a explicação para esta maior incidência de casos pode estar atrelada às chuvas, já que as águas levaram embora o veneno aplicado.

“Estamos bastante preocupados com este aumento, pois houve gasto de dinheiro e infelizmente não resolveu o problema. A única solução é a população manter os ralos tampados, vasos sanitários com as tampas abaixadas, sempre que for calçar um sapato, vestir uma roupa ou até mesmo deitar na cama estar sempre atendo e olhar se não tem nenhum escorpião”, explica.

Páscoa fala ainda que quando há relatos de aparição do aracnídeo ou ataques, uma equipe é enviada ao local e é realizado um trabalho de orientação e, quando necessário, também a aplicação do inseticida. “É importante que o morador não fique jogando os inseticidas comuns nos ralos, pois isso pode fazer com que eles saiam do local e entrem para dentro das casas, pois estes inseticidas não são eficazes contra os escorpiões”, finaliza.

(Foto: Gazeta do Interior-arquivo)

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