Caso Kaique: Menino sai da UTI e apresenta melhora no quadro clínico de saúde

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O mistério da doença do menino Kaique Silva, de 7 anos, de Potirendaba, finalmente foi descoberto. Uma pneumonia grave e que deixou a criança em coma por quase um mês no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto (HCM), foi o diagnóstico apresentado pela equipe médica.

De acordo com o Hospital, a criança que estava em coma, entubada, sedada e chegou até ficar em área de isolamento, agora já está no quarto, estável e deve ter alta em breve. Kaique deu entrada no HCM apresentando manchas avermelhadas pelo corpo, dor na perna, febre e não tinha um diagnóstico fechado.

Após ficar quase um mês na UTI, o menino começou a evoluir significativamente seu quadro clínico de saúde e já está conversando normalmente.

Relembre o caso:

Kaique mora no bairro Vila Scarpelli com a tia Edinalva Ramos da Silva, em Potirendaba. Ela conta que deu entrada com o sobrinho no Hospital de Potirendaba na madrugada do dia 23 de fevereiro sentindo apenas febre e dor em uma das pernas. Na entidade, ele realizou hemograma e chegou a apresentar sinais de infecção, porém, até então desconhecida.

No dia seguinte a criança voltou a ter dores e febre e voltou ao hospital, onde foi medicada com dipirona e nimesulida. “Ele ficou nesse vai e vem durante cinco dias, cinco vezes, entre hospital e casa. Na quinta-feira de manhã ele disse que estava com coceiras pelo corpo e um monte de mancha começou a aparecer, como se fosse picada de abelhas. Levei ele novamente ao hospital e lá aplicaram dipirona com decadron”, disse Edinalva.

Por conta das manchas avermelhadas, exame de dengue foi feito, mas que também foi descartado. A tia fala que 15 minutos após o medicamento ser aplicado, as manchas do corpo de Kaique foram aumentando e só aí então que ele foi levado para o Hospital de Base.

O menino que não andava e não falava mais foi transferido para o Hospital da Criança entubado na madrugada do dia 26. “O que mais me revolta é que eles demoraram muito para mandar o menino pra Rio Preto. Se eles viram que não era de competência deles descobrir a doença do meu sobrinho, porque não encaminharam ele logo pra lá”, questiona a tia.

Profissionais da saúde começaram a suspeitar que a doença de Kaique pudesse ter vindo de um barracão abandonado próximo à casa da tia. Na manhã do dia 4 de março, o Corpo de Bombeiros fez buscas no local por produtos químicos, radioativos ou tóxicos, mas nada foi encontrado.

O tenente do Corpo de Bombeiros, Fernando Mançano, explicou que recebeu pedido da prefeitura de Potirendaba para que a varredura no barracão fosse feita. “Por estar abandonado, não será necessário interditar o imóvel. O local está com muita sujeira por dentro, fezes de pombo, mas nenhum tipo de material contaminado ou perigoso foi encontrado”, diz.

Edinalva fala ainda que as buscas realizadas no barracão de nada valeram, pois a criança nunca entrou naquele prédio. “A minha suspeita não é bactéria nenhuma, a minha suspeita é negligência do hospital”, afirma.

Dois dias depois de solicitada respostas do Hospital de Potirendaba, por meio de nota a instituição respondeu que não houve demora no encaminhamento para o HB, pois o menino chegou à entidade com febre e primeiro é feito uma avaliação médica do caso. O documento disse ainda que o médico tem autonomia para proceder da melhor forma possível, quanto ao que julga ser necessário realizar durante o atendimento do paciente.

Por fim, a diretoria informou que não houve negligência por parte do Hospital, uma vez que foram prestados todos os atendimentos, realização de exames e medicamentos de prontidão, sem melhoras e, após conduta médica, o mesmo foi encaminhado para o Hospital de Base.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior/Arquivo pessoal)

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