Caso Daniel: Justiça de Potirendaba determina que padrasto vá a júri popular

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Diego Breciano, de 23 anos, que matou o enteado de dois anos, no distrito de Nova Itapirema, em Nova Aliança, vai a júri popular. O crime aconteceu em 2012 e chocou a região.

A decisão foi do juiz de Potirendaba, Marco Antonio Costa Neves Buchala e publicada nesta semana pela Justiça Criminal. Para a polícia o rapaz confessou que matou o menino Daniel Machado Dutra Manheze por que ele chorava de mais.

Na época, para a Gazeta, a avó do menino, Dalva Dutra Santana dos Santos, disse que Daniel já teve que fazer drenagem no crânio por conta de outras agressões sofridas pela mãe e pelo padrasto. “Eles já vinham espancando meu neto outras vezes. Fiz fotos dele com o corpo todo cheio de hematomas”, disse.

A data do júri ainda não foi marcada e Diego permanece preso do Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto. Apesar de o caso correr em segredo de justiça, a pedido da defesa, o julgamento do acusado não deve acontecer em Potirendaba devido a repercussão do caso.

O caso

No dia 14 de dezembro de 2012, Diego estava sozinho com Daniel em casa. Para a polícia, ele disse que jogou o menino contra a parede e esperou a mulher chegar do serviço para socorrer a criança.

Patrícia, a mãe da vítima, estava no serviço quando soube que a criança estava em casa desacordada. Ela levou Daniel ao Pronto Socorro central junto com vizinhos.

Diego negou que tivesse abusado da criança antes do crime e um laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou a versão do padrasto dias depois. A mãe chegou a ser presa na época por suspeita de participação no crime, mas foi libera.

Após conseguir liberdade, ela fugiu com o filho mais velho, mas perdeu a guarda para o pai dos meninos.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior-Arquivo)

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