Caminhoneiros prometem fazer greve a partir desta quarta-feira

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Diogo De Maman

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Caminhoneiros de todo o Brasil prometem fazer uma grave a partir das 00H desta quarta-feira (25), dia de São Cristovão, padroeiro dos motoristas. O motivo seria contra as mudanças na categoria.

A principal queixa dos caminhoneiros é o controle da jornada de trabalho, por meio da Lei 12.619. Determina que todo caminhoneiro deve fazer uma pausa de 11 horas de descanso interrupto a cada 24 horas. A medida busca acabar com as longas jornadas ao volante e reduzir o número de acidentes nas estradas. Quem descumprir a medida está sujeito a multa.

Outra reivindicação do setor é a mudança nas regras do Cartão-Frete – forma de pagamento por meio da qual os trabalhadores podem consumir produtos apenas em pontos de comercialização onde ela é aceita. Na avaliação do movimento, as normas, além de impedir que eles recebam em dinheiro, contribuem para o aumento no preço de produtos como óleo diesel e autopeças.

A categoria está dividida, os trabalhadores de carteira assinada, que tem salários fixos aprovam a medida, pois, a mudança o beneficiará. Já os motoristas autônomos estão preocupados, porque terão menos tempo para trabalhar e consequentemente ganhará menos.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro (Mubc) é quem promete que os trabalhadores vão cruzar os braços até que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) envie uma resposta sobre a sua pauta de reivindicações. Até às 01h de hoje (25), na rodovia Washington Luiz, em Uchôa, a greve teoricamente ainda não começou, caminhões transitam livremente na rodovia até o momento.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de São Paulo informou em nota, que os problemas citados pelos motoristas são mais comuns em Estados como Mato Grosso e Pará, mas as empresas paulistas também deverão ser prejudicadas. Acredita-se ainda que se houver mesmo a paralisação, ela começa nos estados de Mato Grosso e depois de alguns dias se alastre para outros estados.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos de Divinópolis, em Minas Gerais, afirmou que toda a mobilização foi feita por autônomos e empresas que não querem cumprir a nova legislação. Segundo ainda o sindicato, os autônomos respondem por cerca de 50% do total de 2 milhões de caminhoneiros em atividade no país, eles podem pressionar o restante da categoria a cruzar os braços. A ANTT, em nota, disse que ainda está em negociação com a categoria e que não comentaria o movimento.

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Foto: Diogo De Maman

 

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