Calçadas mal conservadas e fora dos padrões exigidos por lei atrapalham pedestres

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Diogo De Maman

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Luiz Aranha

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A calçada tem que ser o caminho natural do pedestre. Tem que ter no mínimo 1 metro e 20 centímetros de espaço livre para caminhar, sem árvores ou postes atrapalhando o caminho, mas em Potirendaba e Uchôa, muitas vezes a calçada é apenas um mero detalhe.

A Gazeta percorreu alguns bairros das duas cidades e os obstáculos são vários. Calçadas esburacadas e com medidas de apenas 90 centímetros, falta de corrimão em rampas de acesso e até puxadinhos construídos em cima das calçadas é possível encontrar.

No bairro Vicente Camilo Pinto, em Uchôa, o espaço deixado pelo dono da casa mede 97 centímetros, 20% menor do que o tamanho mínimo ideal. Com a falta de espaço e opção, o jeito então é dividir espaço na rua com os carros.

Além do risco, com o tempo o ato de caminhar nas ruas passou a ser cultural, pois, mesmo em áreas que há calçada em boas condições, as pessoas transitam nas ruas. Nossa equipe percorreu o bairro cerca de uma hora e flagrou quatro mães andando com os carrinhos de bebês no meio da rua.

O engenheiro da prefeitura de Uchôa, Ezequiel Mazzi, fala que o problema no bairro, é antigo. A falta da fiscalização da lei de diretrizes do município foi um dos fatores que prejudicou os moradores na época. “Houve um erro nas dimensões do projeto e quem pagou o ΓÇÿpatoΓÇÖ foram às calçadas, hoje existe mais rigor quanto à aprovação de projetos de loteamentos”, explica o engenheiro.

A dona de casa Sandra Perpetua de Oliveira, 41 anos, moradora a 20 anos do bairro São Miguel, em Uchôa, afirma que é perigoso andar em plena rua. “Se for ver é perigoso à pessoa andar no meio da rua, o certo é andar nas calçadas, mas o pessoal já acostumou até onde tem calçada andar no meio da rua”, diz.

Ainda segundo o engenheiro, as calçadas são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis e no município não há nenhuma lei que pode multar o dono da casa por manter a calçada inadequada.

Outro problema grave encontrado pela nossa produção foi na calçada do fórum de Potirendaba. A rampa de acesso aos cadeirantes foi construída cerca de 30 centímetros à cima do nível da calçada, fato que dificulta a passagem de idosos e dos próprios deficientes.

Além da rampa irregular, o corrimão é feito por uma corda, fato que põe em risco a vida de pedestres, mães com carrinhos de bebê, idosos e deficientes. Os vereadores de Potirendaba apresentaram na última sessão à prefeitura da cidade, uma indicação para a construção de um corrimão no local e disseram que caso o executivo não tome providências, os legislativos executariam a obra com o dinheiro do próprio bolso.

“É humanamente impossível um cadeirante escalar aquela rampa empurrando a própria cadeira. Temos que tomar uma providência urgente”, comenta um dos vereadores.

(Fotos: Luiz Aranha e Diogo De Maman)

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