Bandidos detonam nove bancos em menos de seis meses na região da Gazeta

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Em cinco cidades de circulação da Gazeta do Interior, quadrilhas especializadas em explosão de bancos furtaram nove agências em um curto período de seis meses. Bancos não falam em valores, mas a polícia estima que os criminosos tenham levado quase R$ 1 milhão.

O crime mais recente aconteceu em Cedral no dia 4 de novembro do ano passado. Os bandidos chegaram por volta das 2h40 em dois veículos fortemente armados, alguns deles com fuzis e explodiram, com dinamites, os caixas eletrônicos do banco Bradesco e Santander. Eles conseguiram fugir levando todo o dinheiro que havia nos equipamentos.

Menos de 20 dias depois, a mesma quadrilha tentou furtar a Caixa Federal em Potirendaba. Os ladrões atiraram contra os vidros de entrada do banco para invadir a agência.

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Eles chegaram a colocar dinamites na boca dos equipamentos, mas fugiram depois que uma cortina de fumaça e o alarme da agência foram acionados pelo dispositivo de segurança.

Os vidros do banco ficaram completamente destruídos e marcas de tiro ficaram pelo local. Imagens do circuito interno das entradas do município identificaram os veículos usados no crime, porém até hoje ninguém foi preso.

Diante da ação frustrada, um dia depois o mesmo grupo explodiu o Santander, em Uchoa. No mesmo modo de agir e usando os mesmos veículos, os bandidos fugiram levando todo o dinheiro.

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No dia 16 de dezembro, foi a vez de Tabapuã. Era por volta da 1h00 quando diversos criminosos fortemente armados chegaram em uma Fiat Toro e em outro carro sedam que não foi possível ser identificado. Parte do bando desceu e colocou as dinamites em caixas eletrônicos do Santander, onde aconteceu a primeira explosão.

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Enquanto parte do grupo recolhia o dinheiro, outro bandido colocou as dinamites do banco Bradesco que fica ao lado, detonando em seguida. A polícia acredita que os criminosos tenham levado uma alta quantia por ser próximo ao dia 20 e pelo fato de ser pagamento de 13º salário de funcionários.

Segundo informações de moradores, antes de fugir, a quadrilha que estava armada com fuzis, atirou para cima com o objetivo de intimidar polícia e população.

No dia 22 de abril desse ano bandidos explodiram mais duas agências bancárias em Urupês. Segundo a Polícia Militar, os criminosos estouraram uma agência do banco do Santander e a outra do Bradesco.

Um explosivo ficou dentro de uma das agências sem detonar. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) de São Paulo foi acionado para desarmar o explosivo. Antes de fugir eles atiraram para o alto e levaram todo o dinheiro.

Já no dia 10/02 criminosos furtaram o cofre do banco Santander por volta das 3h30, em Potirendaba. Eles teriam entrado pelos fundos da agência.

Segundo a Polícia Civil da cidade, os ladrões arrombaram duas portas e também um cofre de onde levaram três armas e 30 munições dos vigias.

Para ter acesso ao cofre principal, em seguida os bandidos teriam destruído o sistema de alarme e monitoramento do banco. A empresa de monitoramento notou a ação e acionou os vigilantes, momento em que os suspeitos fugiram.

A agência do Santander fica na rua Capitão José Oliva, uma via de quase nenhum movimento durante a madrugada e que por conta do carnaval, os ladrões aproveitaram para praticar o crime. A perícia técnica foi acionada, mas até hoje também ninguém foi preso.

A ação mais recente aconteceu na madrugada do último 19/05 novamente no banco Santander em Potirendaba. Pelo menos seis criminosos chegam em duas caminhonetes e tocam o terror na cidade.

Para intimidar a chegada da polícia, parte do grupo atira contra a base da Guarda Civil Municipal. Outro desce de uma caminhonete e faz dez pessoas de uma lanchonete ao lado do banco, reféns.

Segundo um funcionário do local que prefere não se identificar, um dos criminosos desceu do veículo encapuzado e ficou na frente do comércio com um fuzil apontado para os clientes. “A gente pensou que era algum tipo de brincadeira. O bandido desceu como se estivesse bêbado e veio em nossa direção. Ele chegou perguntando se tinha algum policial e que era para nós ficarmos quietos que nada ia acontecer com a gente. Infelizmente vivemos uma cena de terror. Todos nós estamos em estado de choque ainda”, disse.

A ação durou cerca de quinze minutos e após a explosão, as imagens de comércios próximos mostram quando eles pegam os outros criminosos que davam cobertura e fogem com uma das caminhonetes.

Imagens da Central de Monitoramento de Potirendaba registraram o momento em que os ladrões fugiram com a Amarok sentido a cidade de Mendonça. O segundo veículo ainda não foi flagrado saindo da cidade, porém até agora ninguém também foi preso.

(Reportagem publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de maio de 2018)
(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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