BANCOS: Prestação de serviços ou de favores?

Posted by at 10:05 Comments Print

 

Estamos na primeira semana do mês, em nosso horário de almoço e temos que invariavelmente ir a alguma agência bancária para sacar nosso salário, pagar algumas das várias contas e ao chegar ao banco vemos que os caixas eletrônicos estão inoperantes e a fila dentro da agência chega dar desgosto.
Nessa hora, o que fazer? Enfrentar a fila e desperdiçar todo o horário de almoço dentro do banco ou ir embora e tentar voltar mais tarde para utilizar o caixa eletrônico. Provavelmente você já viveu essa cena bastante corriqueira em nosso dia a dia.
Em nossa região a situação não é diferente e se estende por todo o mês em agências bancárias com filas gigantescas, caixas eletrônicos parados e um verdadeiro descaso com os clientes que mais parecem depender de favores.
Nossa reportagem foi à agência do banco Bradesco em Tabapuã entre os dias 18 e 22 de março no horário de almoço e pôde comprovar tamanho descaso. Ao entrar, retira-se uma senha com data e horário da retirada. Um a um a população é atendida por apenas um operador de caixa, já que o outro atendente saiu para almoço. Na fila, vários idosos que aguardavam atendimento não tiveram o atendimento preferencial. Após 35 minutos em pé na fila, nossa reportagem foi atendida. O serviço não durou 2 minutos.
Além do banco Bradesco, Tabapuã conta com mais três agências bancárias, duas do Banco do Brasil e uma do Banco Santander que também utilizam o sistema de senhas. No entanto, dão a devida preferência a idosos, gestantes e pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Além de proporcionar maior conforto aos clientes com cadeiras para aguardar a vez sentado.
Em 2009, na cidade, foi criada uma lei para facilitar a vida dos usurários. A lei restringe o período de espera nas filas para 15 minutos em dias normais e 25 minutos em dias após feriados ou que seja o 5º dia útil do mês, com pena de multa para a instituição que não cumprir.
No entanto, reclamações são feitos ao vento por pessoas que ficam períodos bem maiores nas filas e nada é feito, porque não há fiscalização nos locais.
“Fiquei mais de 35 minutos na fila. É um absurdo, falta de respeito”, diz Vanessa Veronez que foi ao banco apenas para pagar uma fatura.
Márcia Calisto, funcionária pública, não acredita no tamanho do descaso do banco. “Cobram taxas absurdas dos clientes e a maioria dos serviços somos nós mesmos que fazemos nos caixas eletrônicos. Se deixamos pra fazer com os funcionários, eles ainda perguntam: por que não fez esse serviço no caixa eletrônico? É um absurdo, os funcionários do banco ganham pra que?”, questiona.
Para amenizar as filas nas agências, alguns bancos tomaram medida de instalar correspondentes bancários em farmácias e lojas que agora também ficam cheias e expõe a vida dos comerciantes pelo grande volume de dinheiro que circula nesses locais.
Fato é que as filas existem e não deixarão de existir tão cedo, então a dica é se antecipar no pagamento das contas, utilizar os sistemas pela internet de Internet Banking, ou até mesmo o que é de direito quando ficar mais que o tempo estipulado pela lei, chamar a polícia e registrar boletim de ocorrência.
A Gazeta do Interior entrou em contato com a assessoria de imprensa do banco Bradesco para falar sobre a demora no atendimento, número de funcionários e o preparo deles nas agências do interior do Estado, mas até o fechamento desta edição não obtivemos respostas.

Cidades Destaques Últimas Notícias , , , ,

Related Posts