Bancos de Potirendaba, Urupês e Ibirá estão em greve

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Começou nesta quarta-feira (30) mais uma greve dos bancários em todo o Brasil. A paralisação foi aprovada na semana passada e aqui na região da Gazeta funcionários de Potirendaba, Urupês e Ibirá já estão de braços cruzados.

Por enquanto apenas o banco Caixa Econômica Federal aderiu à paralisação nas três cidades. Em Tabapuã, Uchôa, Nova Aliança, Cedral e Catiguá, que não possuem agências da Caixa, nenhum outro banco aderiu à greve ainda. Elisiário tem apenas um posto de atendimento do Bradesco que não possui numerário e não conta como agência. Novais também não possui nenhum banco.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Catanduva (SP), como hoje é o primeiro dia da greve, a expectativa é que os demais bancos que ainda estão abertos fechem as portas já nos próximos dias. Os dirigentes sindicais começaram por Catanduva e estão percorrendo as cidades da base e fechando as agências.

Os bancos de Guapiaçu e Bady Bassitt que pertencem à base sindical de São José do Rio Preto ainda também não estão em greve.

Reajuste

A primeira proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) concedia aos bancários, o reajuste de 7% no salário e 7,5% no piso. Na segunda proposta, os bancos aumentaram os índices para 7,35% no salário e 8% no piso. O pedido da categoria é pelo reajuste de 12,5%, que representa 5,4% de aumento real.

A paralisação não tem data para terminar. Os bancos devem retomar as atividades apenas quando a Fenaban apresentar uma proposta que seja aprovada pela maioria dos bancários. O direito a greve é assegurado a todo trabalhador pelo artigo 9º da Constituição Federal e pela Lei nº 7.783/89.

Bancos não podem punir clientes

Pela primeira vez, uma decisão judicial proíbe que os bancos filiados à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) prejudiquem os consumidores por atrasos no pagamento de contas durante o período de greve dos bancários.

A decisão partiu da 10ª Vara Cível de João Pessoa, após ação civil pública impetrada pelo Ministério Público da Paraíba decorrente de reclamações de consumidores durante a greve de 2013. Com a decisão, o banco que cobrar juros, multas ou outros encargos durante o período de paralisação deverá pagar multa diária que pode ir de R$ 50 mil a R$ 500 mil. A decisão é liminar e pode ser contestada pelos banqueiros.

Com a liminar que é válida para todo o Brasil, o prazo para o vencimento de títulos e contratos deverá ser prorrogado por, no mínimo, 72 horas depois do fim da greve. Fica proibido aos bancos, no período de paralisação, a cobrança de qualquer taxa eferente à devolução de cheques e que correntistas sejam colocados nos serviços de proteção ao crédito, como SPC Serasa, por pagamentos não efetuados.

(Foto: Colaboração Sindicato dos Bancários)

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