Bancos da região da Gazeta também aderem à greve

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A maioria das agências bancárias da região da Gazeta do Interior está em greve. A medida começou em todo o Brasil nesta última terça-feira (6) e já afetou clientes aqui da nossa região.

Após assembleias realizadas na semana passada, os bancários decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Ao todo, 6.251 agências de bancos públicos e privados, além dos centros administrativos, paralisaram suas atividades, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.

Já para quem precisa sacar o Fundo de Garantia do Trabalhador Social (FGTS) e seguro desemprego, com o Cartão Cidadão o usuário pode realizar o serviço nas Casas Lotéricas.

Os bancários pedem reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66. A Fenaban apresentou uma proposta de reajuste de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560,23. A proposta foi rejeitada pela categoria nas assembleias da última quinta-feira (1).

Em Potirendaba apenas o banco Bradesco não está parado, mas as duas agências do Banco do Brasil e Santander estão sem atender o público.

Tabapuã e Uchôa são dois bancos do Brasil, um Santander e um Bradesco. Todos estão sem prestar atendimento.

Greves em 2013 e em 2014

No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro. Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.

(Foto: Jonas Garcia/Gazeta do Interior)

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