Bady Bassitt também já multa quem desperdiça água; especialistas afirmam que chuvas dos últimos dias não são suficientes para sanar crise

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As chuvas dos últimos dias não são suficientes para sanar uma das maiores crises de abastecimento da história do País, segundo especialistas. Bady Bassitt também já multa quem desperdiça água, mas aqui na região da Gazeta o que se vê é desperdício de mais e fiscalização de menos.

Na cidade a lei já existe desde 2009, mas que também só começou a ser cumprida agora diante da situação em que chegamos. O artigo 42 da lei 1951 de 2009, diz que é proibido qualquer desperdício de água potável e prevê advertência instrutiva, notificação por escrito e na reincidência, autuação para a aplicação de multa no valor que varia de R$ 402,80 a R$ 1.007 mil. Podendo ainda suspender o fornecimento de água pelo prazo de 48 horas, cujos custos de corte e
religação serão pagos pelo infrator e acréscimo progressivo de mais 24 horas a cada nova suspensão, ante a reincidência do infrator.

Em outras cidades da região como Potirendaba e Uchôa, por exemplo, as leis são as mesmas e as penalidades são idênticas. Porém o que não está se vendo é fiscalização e conscientização por parte da população.

Por qualquer rua que se ande dessas cidades é possível flagrar algum morador lavando calçada, quintal e até o carro com água potável. A Gazeta do Interior mostrou em matéria especial na edição impressa do jornal do mês de novembro que algumas pessoas estão acordando de madrugada para poder driblar a fiscalização.

O Aquífero Bauru que abastece nossas cidades aqui da região, conforme mostrou a Gazeta, já está comprometido. O professor doutor de geografia da Unesp de São José do Rio Preto, Mauricio de Mendonça Ferraz, explica que apesar da grande capacidade de absorção dele, a quantidade de chuva que tem caído nos últimos dias não é suficiente para reposição do manancial.

“Essa quantidade é insignificante, sendo aproveitável apenas para a lavoura. Alguns rios já começam a se recuperar, mas para começar a repor o estrago causado por essa seca vai demorar vários longos anos”, alerta.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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