Bady Bassitt: moradores reclamam do descaso público

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Todos os dias, moradores de Bady Bassitt se reúnem em um grupo no Facebook para falar dos problemas existentes na cidade.

As reclamações são relacionadas ao asfalto, terrenos com mato alto, praças com iluminação inadequada, locais sem calçadas, calçadas em desnível, falta de placas nas ruas, abandono do Clube Municipal e a falta de compromisso com o Distrito Industrial, cuja área já foi destinada, mas o sonho não saiu do papel.

Claudio Antonio Carsoni é morador do bairro Colina Sul e, segundo ele, as calçadas do bairro dificultam a locomoção de pessoas idosas. “Se forem até a rua Josias José Vieira é possível ver o desnível em relação as calçadas. Transitar por ali é quase impossível, ainda mais para a população idosa do bairro, maior parte do moradores”, desabafou.

Claudio ainda aproveitou para falar da qualidade do asfalto, de forma geral. “É preciso olhar a cidade como um todo. As ruas estão esburacadas, mato alto em terrenos e praças com lâmpadas queimadas”.

Um outro morador, que pediu pra não ser identificado, disse que o caos é grande no bairro Jardim Ferraza. “A cidade está tomada pelo mato. Os terrenos baldios nunca são limpos, sem falar nos bairros mais novos que não possuem nem mesmo sistema de entrega dos Correios, por falta de placas de identificação das ruas. Na frente e do lado da minha casa os terrenos estão tomados pelo mato. Sei que o morador precisa fazer sua parte, mas se o poder público não fiscalizar nada irá mudar”.

Nós procuramos a Comunicação Social da prefeitura para questionar sobre os problemas apontados pelos moradores.

Sobre a Lei das Calçadas, a assessoria disse que: “a prefeitura trabalha diariamente para o cumprimento das leis municipais. Segundo eles, hoje existe uma demanda enorme referente a calçadas e lotes com mato alto, que são de responsabilidade de seus proprietários. Os proprietários são notificados e recebem um prazo para poder realizar as adequações, porém, a maioria acaba ignorando as notificações do setor e aguardando a limpeza, que é cobrada através de recolhimento de horas de maquinários. Os setores de engenharia, meio ambiente e fiscalização se reuniram na semana de 07/02/2020 e estão elaborando um plano de ação para autuar de forma efetiva estes proprietários e até mesmo as incorporadoras que construíram os loteamentos, já que grande parte das áreas ainda estão em nome de suas incorporadoras”.

A lei foi assinada pelo então prefeito da época, Jacyro Pedro Vaz. O objetivo da proposta era de trazer grandes benefícios ao município como deixar a cidade mais limpa e organizada.

O artigo primeiro da lei afirma que “fica obrigatória a construção de muro e calçada (passeio), por todos os proprietários de prédios e terrenos com frente para as vias públicas da cidade, cujo imóvel já possui os benefícios de guias, sarjetas e asfalto”.

Já sobre os desníveis de calçadas, o órgão disse que o caminho correto seria colocar a reclamação na ouvidoria. O canal, segundo eles, funciona bem e, além de registrar a reclamação, garante um protocolo para o munícipe. O sistema seria uma forma de agilizar a solicitação, direcionando a equipe com mais exatidão ao local. Os maiores pedidos estão relacionados a problemas com mato alto e buracos.

Sobre o Clube Social, a comunicação disse que “o local recebeu recentemente a instalação de barreiras físicas para evitar o acesso de pombos. Também foram instalados alguns itens solicitados pelo corpo de bombeiros para autorização de uso do prédio. Nesta semana de fevereiro (10/02/2020) o setor de esportes do município passará a funcionar no local, atendendo as aulas de ginásticas, danças e aeróbicas, além de também abrigar o atendimento referente ao programa Atleta do Futuro.

A assessoria disse ainda que nunca houve demanda da população para utilizar o Clube, por isso ele não está em funcionamento. “Ele sempre esteve à disposição da população, porém não temos demanda de eventos para utilizar o local. Agora chegamos a um acordo e vamos dividir o local com o Clube com o Fundo Social. Os eventos que não estiverem ligados a Assistência Social, que não forem relacionados ao lazer continuam sendo realizado na sede da Assistência e os demais no Clube. Iremos liberar um salão que era local para direcionar a pasta de Esportes para o local”, enfatizaram.

Questionados sobre a falta de cadeiras no local, a assessoria afirmou que o prefeito já autorizou a compra de jogos de mesas para o local, mas só serão usados em dias de eventos, quando necessário, já que o salão será usado, principalmente para atividades do setor de esportes.

Questionamos os valores gastos com a obra e o tempo para a conclusão das mesmas, a assessoria não respondeu as perguntas.

(Foto: Colaboração Leitor)

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