Automedicação traz sérios riscos à saúde

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Luiz Aranha

luiz@gazetainterior.com.br

O uso indiscriminado de medicamentos é motivo de preocupação para as autoridades de vários países. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o percentual de internações hospitalares provocadas por reações adversas a medicamentos ultrapassa 10% no mundo.

Para alertar a população sobre os riscos da automedicação, a Política de Medicamentos do Ministério da Saúde procura conscientizar os brasileiros sobre a utilização racional desses produtos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ligada ao Ministério, intensifica anualmente a publicidade, alertando para os riscos da automedicação.

A dona de casa Márcia Cristina Carobolante Menoni, de 43 anos, fala que a falta de tempo e a prescrição de medicamentos que raramente fazem efeitos, são os principais motivos para ela se automedicar. “Quando eu tenho dor nas costas tomo um remédio que já sou acostumada a tomar. Sempre tomo um anti-inflamatório que me traz alívio imediato da dor”, explica a dona de casa.

Para o médico clínico geral, Dr. Alexandre Carlos Mazzo, a questão de se automedicar, vai além do fator de risco. “Um indivíduo que se automedica corre sérios riscos de morte, além de prejudicar ainda mais o problema. A questão da automedicação é cultural, nossas avós, mães, todos nós sempre nos automedicamos ao menos uma vez, o que é extremante errada essa cultura”, explica o médico.

Uma das medidas do Ministério da Saúde que ajuda no combate à automedicação, além do fracionamento de medicamentos permitido desde 2005, é a venda de remédios somente com receitas médicas, como antibióticos e antidepressivos.

As crianças têm o maior risco potencial de intoxicação por uso indiscriminado de medicamentos. Os menores podem confundir comprimidos com balinhas, e xaropes com sucos, por exemplo. O consumo indiscriminado de medicamentos oferece outros perigos às crianças e aos adultos, pois em geral, esses produtos são capazes de provocar efeitos colaterais como vômito, diarreia, choque anafilático, reação alérgica, além de ter consequências a curto, médio e longo prazo, alerta especialistas.

Pesquisa feita pela Ipsos – empresa de origem francesa especializada em pesquisas – aponta que pessoas que tomaram medicamentos nos últimos 12 meses para resfriado, gripe ou tosse, 81% se automedicaram, enquanto 18% tomaram remédio prescrito pelo médico. Dor de cabeça não-crônica teve uma proporção parecida – 83% dos entrevistados escolheram seu próprio medicamento e 18% seguiram as orientações de um profissional.

Ainda de acordo com a pesquisa, 70% das pessoas ouvidas se automedicaram para indigestão, azia, refluxo ou gastrite e 32% seguiram a prescrição médica.

A OMS reconhece a automedicação como um problema até certo ponto inevitável e em estudo datado desde 1986, aponta os riscos inerentes, aos quais devemos estar atentos. Confira na arte à cima.

(Editoria de arte Gazeta do Interior)

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