Atentado a revista em Paris mata 12 e deixa 11 feridos

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Um atentado à redação da revista “Charlie Hebdo” nesta quarta-feira (7) em Paris deixou 12 mortos – 10 funcionários e dois policiais – e 11 feridos, sendo 4 deles em estado grave. Dois homens armados entraram no prédio em que fica a redação do semanário, atiraram em um dos funcionários e renderam o outro no segundo andar do prédio, onde acontecia a reunião de pauta dos funcionários da publicação. Lá, atiraram e mataram 10 pessoas, sendo 8 jornalistas, um convidado e um policial encarregado da segurança.

Depois fugiram de carro, bateram em outro veículo e precisaram abandonar seu carro. Eles renderam um motorista e fugiram em outro carro. Os suspeitos ainda não foram encontrados.

O episódio, classificado como um ato terrorista pelo presidente francês François Hollande, ainda tem questões não esclarecidas.

Quantos suspeitos estiveram envolvidos?

As informações sobre o número de suspeitos envolvidos no crime são conflitantes, e não foram confirmadas pela polícia. Eles ainda são procurados e são perigosos, segundo as autoridades. O Ministro do Interior da Françax, Bernard Cazeneuve, disse que três suspeitos são procurados. Mais cedo, Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse a jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem, segundo o jornal “The Guardian”.

Quem são os suspeitos? Eles pertencem a algum grupo?

Não se sabe as identidades dos autores do crime nem se eles teriam relação com algum grupo islâmico. Segundo o procurador da República, François Molins, eles teriam afirmado “vingar o profeta” durante o atentado. O escritório da revista, conhecida por seu tratamento irreverente a questões políticas e figuras religiosas, já havia sido alvo de um ataque a bomba no passado após publicar uma caricatura do profeta Maomé, o que irritou os muçulmanos.

Quem são as vítimas?

Ainda não foram divulgadas as identidades de todas as 12 vítimas, apenas que quatro eram renomados cartunistas da publicação: Georges Wolinski; Jean Cabut, o “Cabu”; Tignous, e o editor da publicação, Stephane Charbonnier, conhecido como “Charb”.

A edição desta quarta da revista tem relação com o ataque?

Por coincidência ou não, a “Charlie Hebdo” fez a divulgação em sua edição desta quarta do novo romance do controvertido escritor Michel Houellebecq, um dos mais famosos autores franceses no exterior. A obra de ficção política fala de uma França islamizada em 2022, depois da eleição de um presidente da República muçulmano.

(Fonte: G1, em São Paulo)

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