Ao invés de construir rotatória, DER instala radar em trevo de Ibirá (SP) que já matou 6 pessoas

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Sexta-feira, 29 de maio de 2020

Ao invés de construir uma rotatória, a solução encontrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) foi a instalação de um radar no trevo da rodovia Roberto Mario Perosa (SP-379), em Ibirá (SP). Em cinco anos, seis pessoas perderam a vida no local.

Não é de hoje que a Gazeta do Interior cobra do órgão melhorias no trecho que já ficou conhecido como “trevo da morte”. Em 2017, o Departamento prometeu a construção de um dispositivo que não teria mais a possibilidade de cruzamento em 90%, mas a promessa ficou só no papel.

Três anos depois o local continua fazendo vítimas e a solução mais vantajosa e econômica para o Estado foi a instalação de um radar antes do trevo, sentido Uchoa à Ibirá. O ponto já está pronto, com poste de energia elétrica e todos os equipamentos instalados.

Nossa reportagem apurou que este mesmo radar estava instalado depois do trevo, no sentido Urupês, e, que foi transferido para este local. A velocidade permitida na via é de 80 quilômetros por hora, mas que mesmo assim não evita tragédias como já mostradas pela Gazeta.

O trevo que é em nível, é bastante perigoso, e pela falta de visibilidade, vários acidentes graves já foram registrados. Em um levantamento feito pela nossa reportagem, de 2015 a 2019, seis pessoas perderam a vida no trevo.

No dia 16 de março de 2015, um professor de 61 anos morreu quanto tentava cruzar a rodovia. Segundo informações de amigos, Gary Prearo voltava de uma reunião com outros professores em Potirendaba, onde dava aula de História e Geografia.

Uma carreta que seguia pela rodovia Roberto Mario Perosa, não conseguiu frear a tempo e bateu na lateral da porta do carro de Gary. O professor morreu na hora e o motorista do caminhão nada sofreu.

No dia 28 de fevereiro de 2016, Juliana Cristina Lourenço, de 28 anos, morreu em um grave acidente ao também tentar atravessar o local. Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual, era por volta das 18h50 quando Juliana, que dirigia um Fox, tentava cruzar a rodovia no momento em que foi atingida na lateral por um Corola que seguia sentido Urupês X Uchoa.

A batida foi tão forte que o motor do carro de Juliana foi arrancado e arremessado a metros de distância. A vítima chegou a ser socorrida para a Santa Casa da cidade, mas acabou não resistindo.

No Corola estavam outras duas mulheres, uma de 22 e outra de 30 anos. Elas tiveram ferimentos leves, foram socorridas para o Hospital de Base de São José do Rio Preto e sobreviveram.

No dia 15 de dezembro de 2017, três jovens amigos de Ibirá também tentavam cruzar o trevo quando uma Montana, também dirigida por um jovem, colidiu na transversal do carro deles. Com o impacto, o Santana capotou e foi arremessado a metros de distância, só parando dentro de uma valeta da rodovia.

Dentro do Santana estava o motorista, Clayson Martins Endo, de 23 anos, o passageiro, Heitor Henrique Biscola Tozzi, de 23 anos, e Marcelo Amaral Alves, na época com 18 anos, que estava no banco traseiro. Heitor morreu na hora e Cleyson chegou a ser socorrido com vida, mas acabou morrendo a caminho do hospital.

Marcelo foi socorrido com ferimentos na cabeça, precisou ficar internado três dias e felizmente sobreviveu. Em entrevista à Gazeta, na época, o rapaz disse que sobreviveu graças a um milagre.

Desta vez o DER não se manifestou sobre o caso. Nossa reportagem vai continuar cobrando o Estado sobre o descaso com o local.

(Foto: Colaboração Associação Nova Esperança)

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