ANABOLIZANTE: Não seja tolo de cair nessa

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“Faltavam três semanas para o Carnaval e o aluno dizia ao professor que queria tomar logo. “Eu não cresço!”, protestava. Tinha pouco mais de 20 anos e não era pequeno. O peso que puxava na rosca direta tinha 18 quilos. O professor tentava convencê-lo a não começar naquele momento, porque o jovem avisava que beberia muita cerveja no Carnaval. “Nem pensar. Se você for tomar não pode beber álcool”, explicava. O aluno retrucou com uma pergunta: “Mas de que adianta chegar lá no meio das meninas todo grandão e não poder beber?”. A pergunta ficou sem resposta do professor, que precisou atender uma aluna com dificuldades na série”.

Essa história acontece mais do que imagina principalmente nas academias, lugar que as pessoas vão dedicar-se a cuidar do seu corpo com a intenção de ficar forte e saudável.

A palavra anabolizante não foi dita nenhuma vez, mas não é preciso ter muito conhecimento para saber que o “tomar” se referia ao consumo de substâncias sintéticas.

As “bombas”, popularmente dita, são versões sintéticas dos hormônios esteróides anabólico – androgênicos explica Kazuo Nagamine, Coordenador do Laboratório de Atividade Física de Saúde da Famerp, “Na verdade os anabolizantes foram criados com finalidades médicas específicas, que fazem artificialmente o que os hormônios masculinos fazem de maneira natural e fisiológica em nosso corpo: aumentam a síntese protéica, a oxigenação e a produção de energia”, fala.

O problema é que esses produtos só podem ser consumidos por indicação médica, como por exemplo, para a recuperação de uma pessoa idosa que sofreu um trauma cirúrgico ou acidente. Quando usados de forma inadequada, sem prescrição médica, eles são totalmente maléficos.

Essas substâncias sintéticas não são conhecidas como bomba por acaso, do mesmo jeito que uma bomba de explosivos não tem seu total controle atingindo pessoas inocentes, os anabolizantes também não agem só nos músculos, eles podem causar alterações no metabolismo que pode gerar graves problemas de saúde.

Se uma droga desenvolvida para uso em humano já é prejudicial a saúde, imagine o mesmo produto feito para aplicar em animais, que tem o metabolismo completamente diferente dos humanos. Pois os anabolizantes para cavalos são muitos usados por jovens que querm tomar “bomba”, mas desconhecem ou ignoram o risco, pois acha que nunca vai acontecer com eles. “É uma loucura ao quadrado, o produto veterinário não é feito com a mesma dosagem e característica que é feito o produto humano”, conta Nagamine.

Em Uchôa, um jovem de 15 anos ficou 10 dias internado após contrariar uma infecção grave na região dos glúteos, devido ao uso indiscriminado do anabolizante.

O problema começou após ter recebido uma injeção com anabolizantes. O adolescente conseguiu o medicamento, a base de testosterona e de venda controlada, com o colega da academia.

O jovem foi submetido a uma cirurgia e, segundo com os médicos, poderia ter que amputar a perna.

Segundo o delegado que acompanha o caso, um inquérito foi instaurado, mas não foi concluído. Algumas pessoas já foram ouvidas e ele aguarda o laudo com as informações.

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