Alunos de Bady Bassitt reclamam de qualidade da merenda; salsicha é o principal item cardápio

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A qualidade da merenda escolar servida nas escolas de Bady Bassitt tem deixado os alunos irritados. Com uma sucessão de cardápio repetido com salsicha e de qualidade duvidosa, até funcionários das escolas dizem que jamais comeriam a refeição que é servida aos estudantes.

No fim do mês passado alunos da Escola Estadual Áurea de Oliveira enviaram e-mail para a redação da Gazeta do Interior reclamando da falta de merenda. A direção da entidade informou que houve falta pontual em apenas um dia, mas que foi regularizada.

A principal queixa dos estudantes é a qualidade que o alimento está sendo entregue às entidades. Em entrevista com funcionários que não podem ser identificados, nossa reportagem questionou se eles teriam coragem de comer o alimento que é servido e a resposta unânime foi que “jamais”.

Um estudante do terceiro ano do ensino médio da noite, da escola Áurea, que preferiu não se identificar diz que tem vontade de comer, mas não consegue devido à qualidade. “A comida é horrível, parece sobra de outros dias e requentada. Eu quase não sinto fome, mas meus amigos acabam comendo dessa gororoba que é servida”, comenta.

Nossa produção teve acesso ao cardápio servido nas escolas desta segunda semana de março. Na segunda-feira, dia 9, lanche frio com presunto foi distribuídos aos estudantes. Na terça, dia 10, arroz com estrogonofe de frango, na quarta, dia 11, macarrão com molho de linguiça. Já na quinta, dia 12, foi servido arroz com carne moída em molho e na sexta, dia 13 pão doce com bebida láctea.

A principal reclamação dos alunos, além da repetição da salsicha, é o macarrão com molho de linguiça, onde muitos deles dizem que chega parecer uma cola. “Não sei se isso que eles chamam de macarrão pode ser considerado comida. Acredito que os alunos comem porque sentem fome. Como que uma mulher que faz comida consegue preparar uma comida tão ruim desse jeito”, questiona uma estudante que prefere não ser identifica.

Outra queixa é o dia que vem arroz e carne moída em molho pela quantidade de gordura que vem na carne. “Parece um sebo de tanta gordura que vem em cima da carne moída”, completa a estudante.

A possível explicação para a forma como o alimento está sendo servido é devido a hot Box, uma espécie de caixa térmica que fica armazenado o alimento. De acordo com os funcionários da escola, a comida chega à instituição por volta das 16h, para ser servido às 21h, no horário do intervalo.

Segundo a tesouraria da prefeitura de Bady Bassitt, o Estado repassou, em 2014, R$ 107.700,00, o que por mês, da uma média de R$ 8.745,00 para a preparação da merenda escolar. Esse valor é apenas para a escola Áurea de Oliveira que tem uma média de 980 alunos. Já o valor desse ano a prefeitura não soube informar se alguma parcela foi repassada ao município.

Questionamos a nutricionista da prefeitura, Josileide Gomes Saracimi, para saber se ela comeria o macarrão que é servido aos alunos e ela diz que todos os alimentos que são preparados, antes são colhidas amostras e passam por processo de degustação.

Quanto ao cardápio com uma grande quantidade de salsicha e sobre o baixo valor nutricional que o alimento oferece, ela afirma que é controlado e balanceado. “A proporção de salsicha que é servida não interfere, por que oferecemos outros alimentos. O cardápio planejado com variação para o mês todo”, fala Josileide.

Sobre a reclamação dos alunos do período noturno que consomem o alimento da caixa térmica, a nutricionista explica que o alimento é mandado em excelentes condições para as escolas. “A gente prepara por volta das 14h à merenda noturna. Cada alimento é preparo em um tempo, mas garanto que vai em perfeitas em condições”, diz.

Questionamos Josileide se não existe uma maneira de solucionar esse problema, como preparar alimentos que não fiquem ruins mesmo armazenados e ela disse que tomará medidas para resolver o caso. “A direção da escola teria que comunicar a gente. Vamos sentar com a diretoria e estudar a possibilidade de melhoramento sim”, finaliza.

(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de março de 2015)
(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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