Aluno de 14 anos é detido após fazer lista com nomes para massacre em escola de Bady Bassitt

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Um adolescente de 14 anos foi detido na tarde desta última sexta-feira (05/04/2019), após criar uma lista com nomes de colegas de escola que iriam ser assassinados no próximo dia 22/04/2019. A justiça da Infância e Juventude decretou a internação provisória do menor.

De acordo com a Polícia Civil, duas alunas da Escola Municipal João Matheus Telles de Menezes comunicaram a direção da instituição que o estudante teria criado a lista, escrita à mão, com 17 nomes de alunos dividida em três grupos “salvar”, “machucar”, “matar” e no final “se matar”. O massacre estaria marcado para acontecer no dia 22/04.

Em poucos instantes, segundo alunos ouvidos pela Gazeta, um verdadeiro caos se instalou na instituição de ensino e estudantes ficaram desesperados com as ameaças. O jovem tem comportamento depressivo, triste às vezes e chora durante a aula.

Ao ser questionado pela família, o aluno não demonstrou nenhum arrependimento e inclusive, durante aula de artes, disse que o artista plástico Van Gogh foi burro ao cometer suicídio, que se fosse ele, teria matado as pessoas que o importunavam.

A escola comunicou a Polícia Civil de Bady Bassitt e registrou um Boletim de Ocorrência. O jovem foi levado para a delegacia e o pai e o Conselho Tutelar foram acionados.

Ainda na tarde de ontem o jovem foi levado por policiais civis da delegacia e Conselheiros Tutelares para a Vara da Infância e Juventude de São José do Rio Preto. Para o promotor de justiça o jovem confessou que fez postagens em redes sociais com mensagens suicidas, tal como “não quero me matar, apenas me livrar da dor”.

Amigos de sala e professores disseram que, em 2016, ele foi encaminhado pelo Conselho Tutelar para tratamento psicológico e sempre apresentou indícios de um jovem desequilibrado. A Gazeta apurou também que o menino teria sido abandonado pela mãe ainda quando criança e atualmente mora com o pai e a madrasta.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, decidiu pela internação provisória do estudante. “Esta é a providência realmente idônea a proteger o aluno de suas próprias atitudes e possibilitando a realização de um trabalho psicossocial intensivo, em instituição preparada para recebê-lo. É apenas uma medida provisória até que tudo seja apurado”, disse.

Na manhã deste sábado (06/04), o menino foi levado por policiais civis para um hospital psiquiátrico de Rio Preto para a realização de exames. A Gazeta vai continuar acompanhando o caso.

(Foto: Reprodução Google)

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