Aluna é suspeita de injúria racial em escola estadual de Potirendaba

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Uma aluna da escola Estadual Achiles Malvezzi de Potirendaba é suspeita de injúria racial. O fato aconteceu na última segunda-feira (27/11/2017) e causou grande revolta nos demais alunos.

De acordo com estudantes ouvidos pela Gazeta, a menina teria chamado o adolescente de preto durante o intervalo no período da manhã. Revoltada, a namorada dele foi então tirar satisfações com a suspeita e o caso foi parar na direção da instituição.

Tentando acalmar a situação, a diretora, segundo os alunos, disse que “nego” era uma forma carinhosa da menina tratar os colegas de escola. O fato causou revolta nos demais alunos e parte deles apareceu no dia seguindo ao fato vestidos com roupas pretas em protesto.

Nossa reportagem tentou contato com a direção da escola, mas ninguém atendeu nossas ligações para falar sobre o assunto. Já a Secretaria de Educação do Estado informou em nota que a aluna pediu desculpas ao colega antes mesmo do caso ir para a direção e que os pais de ambos já foram convocados para comparecer à instituição.

Trecho do documento diz que a aluna foi adivertida e que a Diretoria de Ensino de São José do Rio Preto pediu para que a direção da escola tome medidas à fim de conscientizar os alunos sobre a prevenção da discriminação, preconceito, racismo e bullying.

Outro caso de injúria racial ganhou grande repercussão esta semana depois que Dayane Alcântara Couto de Andrade, de 28 anos, chamou a filha do ator Bruno Gagliasso de “preta, macaca, com cabelo de pico de palha”. A mulher que diz morar fora do Brasil, publicou um vídeo em seu Instagram e gerou grande polêmica nacional. Ela vai ser indiciada por injúria racial e se condenada, ela pode pegar de um a três anos de reclusão, além de ter que pagar multa.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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