ALERTA: ‘Quadrilha do interfone’ faz quatro vítimas em dois dias na região

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Uma nova prática de crime na nossa região tem chamado à atenção do Grupo de Inteligência da Polícia Civil. É a quadrilha do interfone. Criminosos especializados usam o aparelho na frente das residências para saberem se há alguém em casa e levam apenas objetos caros e de alto valor como celulares, joias e dinheiro.

Em apenas dois dias, a quadrilha que ainda não foi localizada pela polícia realizou quatro furtos. Dois em Potirendaba e outros dois em Uchôa. A ação dos criminosos resultou em um prejuízo às quatro vítimas estimado em mais de R$ 200 mil.

A ação dos ladrões é minuciosamente calculada, de acordo com a polícia. Os bandidos chegam em um veículo com placas de outra cidade, um deles desce, toca o interfone por vários minutos até ter total certeza se realmente há alguém no imóvel ou não.

Com uma chave de fenda um deles estoura o miolo da fechadura dos portões e das portas. Em poucos instantes os ladrões já estão dentro das casas prontos para realizarem o limpa, ou melhor, a varredura.

Segundo os policiais os ladrões tem foco apenas em objetos caros e de venda fácil. Óculos de marca, celulares caros, relógios, perfumes importados, televisões, dinheiro, armas e joias, principalmente joias.

Uma das vítimas que prefere não ser identificada conta que saiu para almoçar na casa de um parente e, ao retornar à tarde, a porta da frente estava arrombada. “Foi um susto muito grande ver a casa toda revirada. Só não levaram grande quantia em dinheiro porque não guardamos dinheiro em casa, mas levaram todas minhas joias, perfumes importados e R$ 450 em dinheiro”, conta.

Os alvos da quadrilha, de acordo com a polícia, são residências de grandes empresários e comerciantes das pequenas cidades. Os criminosos monitoram as vítimas e avaliam até o perfil de cada uma delas, principalmente das que fazem uso de joias.

“Minha mulher tinha mais de R$ 20 mil só em joias e levaram tudo. Sempre moramos em cidade pequena e acreditamos na tranquilidade, portanto nunca nos atentamos em guardar nada em cofres ou trancas seguras nas portas”, diz outra vítima que também prefere nãos ser identificada.

A quadrilha já está sendo monitorada. A polícia acredita que em pouco mais de um ano, pelo menos 100 pessoas foram vítimas só na região de circulação da Gazeta.

(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de janeiro de 2016)
(Foto: Gazeta do Interior)

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