“A ver navios”: Grupo paga cruzeiro durante dez meses, mas agência não reserva passagens

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A viagem dos sonhos se tornou um pesadelo para um grupo de turistas de Potirendaba. Pagando um cruzeiro há quase um ano, cinco pessoas ficaram, literalmente, a ver navios depois que uma agência de turismo de Catanduva (SP), não fez a reserva das passagens.

O grupo sairia na noite desta sexta-feira (24) de Potirendaba para Santos (SP). De lá começaria o trajeto com destino à Salvador (BA) que duraria sete dias. Segundo eles, foram dez meses de espera e ansiedade para a tão aguardada viagem.

Rosiani Moretti pagou mais de R$ 7,2 mil pelo pacote para ela, o filho e o marido. Por conta da notícia dada poucas horas antes do embarque de que a família não iria mais, o marido dela foi parar no hospital. “Meu filho tem apenas dez anos de idade. Ia ser a primeira vez que viajaríamos de navio. É simplesmente frustrante arrumar malas, preparar tudo e chegar na hora e não poder ir”, comenta.

Oliana Colombo, filha de um casal que também embarcaria, explica que o problema foi pelo fato da dona da agência não ter feito as reservas. “Ela disse para nós que não confirmou as nossas reservas por que não sabe mexer em computador”.

Clodoveu e Lucia Colombo, os pais de Oliana, começaram a pagar a viagem em agosto do ano passado. Entre translado e navio, o cruzeiro custou R$ 6,160.00. Dinheiro que, segundo a dona da agência, poderá ser requerido pelos passageiros ou revertido em viagens.

Ainda na noite de ontem, o ônibus que buscaria as duas famílias foi até Potirendaba, na praça de onde sairia. Lá, mais 15 pessoas embarcaram normalmente. “O problema só aconteceu com a gente. O pior foi ver a frieza dela (dona da agência) falando pra nós embarcar no sábado que vem. Na semana que vem começam as aulas do meu filho, meu marido tem que trabalhar, e aí?”, questiona Rosiani.

As famílias registraram boletim de ocorrência e disseram que vão entrar com ação na justiça por danos morais. “Isso não pode ficar assim. Não é pela questão do dinheiro e sim pela frustração em mexer com sonhos”, finaliza Moretti.

Nossa reportagem entrou em contato diversas vezes com a dona da empresa “Neide Turismo” nesta manhã, mas o telefone dela estava desligado.

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