A sabedoria do ditado popular

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Já diz o ditado: “Onde há fumaça, há fogo”, ainda mais quando dificultam ao máximo a liberação de documentos públicos.

A denúncia que fizemos na edição do mês de outubro poderia ter se encerrado. Se o prefeito de Uchôa, Cláudio Martins (PMDB) e a prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti (PMDB) solicitasse algumas notas da referida empresa para a Gazeta.

O estranho é que eles não fizeram isso. Mas por quê? Será que eles estão envolvidos? Quando você recebe alguma denúncia o mínimo que temos que fazer é investigar, ver se procede. Mas todos fingiram que nada aconteceu.

Todos, incluindo os 18 vereadores (nove de Uchôa e nove de Potirendaba). Nenhum vereador dessas duas tiveram a coragem de levar ao Legislativo uma questão que a cada dia ganha mais força diante da população, essa, que está estagnada com as mentiras e falcatruas de prefeitos e empresas que hoje aparecem em todos os meios de comunicações por fraudes licitatórias milionárias. Nenhum vereador exerceu a sua única e principal função que é investigar o executivo. Ora, para que o povo paga o salários deles então? É uma vergonha isso! Será que o famoso “rabo preso” bateu a porta? Teve até vereador que voltou atrás do que disse.

O assessor jurídico da prefeitura de Uchôa, Silvio Birolli Filho, disse “que esse negócio da gente já está cansando”. Ao assessor só nos resta dizer que quem não deve, não teme. Portanto, negar a entrega de documentos que são de interesse da população, não vai livrar ninguém de uma possível ação civil.

É impetuoso e inadmissível este tipo de comportamento dos setores públicos de Uchôa e Potirendaba! Estão lá, trabalhando para o povo, então, somos nós quem pagamos os salários deles, e quando há algo de errado em sua função, o povo tem todo o direito e dever de pedir explicações. Mas eles estão se achando os donos da cidade. Por isso já estamos buscando diretamente na justiça a nossa liberdade de expressão e fiscalização da máquina pública, pois, se fecharmos os olhos para a corrupção, pagaremos muito caro no futuro. Então fazemos a nossa parte e a justiça fará a dela.

(Editorial publicado na edição impressa do mês de novembro da Gazeta)

(Foto: Google)

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