4ª reportagem da série “Potirendaba 90 anos” fala da segurança pública do município

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A 4ª reportagem da série “Potirendaba 90 anos” mostra a segurança pública de Potirendaba. Uma cidade de pouco mais de 16 mil habitantes, será que os moradores se sentem seguros? Muitas famílias ainda tem o hábito de deixarem portas, janelas e até carros destrancados.

O município não para de crescer conforme a Gazeta mostrou ontem na reportagem sobre desenvolvimento. Será que com tanta gente entrando e saindo da cidade, o município permanece seguro? Segundo especialistas em segurança ainda sim, pois o índice de criminalidade registrado no município felizmente é baixo se levado em consideração a proporção ao número de habitantes.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, desde 2014 que a cidade não registra nenhum homicídio. O último foi em junho daquele ano e o motivo quase sempre é por discussão entre pessoas ou por tráfico de drogas.

Ainda segundo a SSP o número de roubos de 2014 para 2015 caiu de 16 para 11. A Secretaria ainda não divulgou os dados de fevereiro, mas em janeiro nenhum crime de roubo foi registrado em Potirendaba. Furto houve um aumento de 114 em 2014 para 133 em 2015.

Segundo o coordenador de segurança pública de Potirendaba, Osias Correia de Oliveira, Guardas Municipais, Central de Monitoramento 24 horas, Polícia Militar e Civil são os sistemas que inibem e fazem com que esses números se mantenham em queda. “Toda cidade infelizmente tem criminalidade. É um ciclo, pois a droga está em todos os lugares e para manter a droga há o furto e o roubo. Potirendaba atualmente está bastante segura pelo número de policiais e guardas nas ruas”, explica.

Atualmente são 24 Guardas Municipais na cidade. Cada um recebe, em média, R$ 2,6 mil por mês, mais adicionais previstos no estatuto do servidor público municipal. Todos eles estão equipados com coletes à prova de bala e armas de choque Taser. Além da Guarda o município ganhou, recentemente, reforço no setor de investigação da Polícia Civil.

Ao todo são três viaturas da Guarda Municipal, uma moto e duas viaturas da Polícia Militar que rondam a cidade 24 horas. A Central de Monitoramento que a Gazeta do Interior denunciou que não estava funcionando hoje está em plena atividade e monitorando entradas e saídas da cidade também dia e noite.

Potirendaba conta ainda com um Plano Municipal de Segurança, onde detecta os maiores e mais frequentes problemas, locais e horários de maior incidência, para agir com integração, tecnologia e inteligência. Além disso a iluminação pública foi reforçada, principalmente nos bairros e ruas mais afastadas do centro. O município conta também com o Programa Atividade Delegada, que é o aumento do número de policiais na cidade.

Mas tanta segurança não adianta de nada se a população não ajudar. Por ser cidade pequena, muitas casas antigas ainda tem muros baixos com pouca segurança. Dona Maria Perpétua Fachin mora em Potirendaba há mais de 50 anos e fala que nunca teve a casa furtada, mas pode ser que ela teve sorte, por que o muro da residência dela não chega a 1,5 metro de altura. “Aqui não acontece nada não. Gosto de morar aqui em Potirendaba porque a gente sai e temos uma excelente segurança”, diz.

Ana Cristina Palhares é estudante de engenharia e fala que o aumento do número de habitantes tem que ser levado em consideração e reforçar a segurança. “Por mais que a cidade seja pequena e a criminalidade praticamente zero, ainda há casos de furtos e até de violência. Além de que o número de habitantes vem crescendo a cada ano que passa e já não é mais como antes, que conhecíamos grande parte da população. Por esses motivos não sentimos a mesma segurança que antes, ao andarmos sozinhos pelas ruas mais afastadas ou até mesmo no centro em períodos menos movimentados. Mesmo com esses contras que existe em todo lugar como podemos notar nas reportagens tanto na internet, quanto na tv, Potirendaba ainda é minha cidade favorita da região, amo morar aqui e não pretendo trocá-la tão cedo”, diz a jovem.

“Infelizmente a insegurança e sensação de medo é cada vez maior. Trabalho com monitoramento e instalação de câmeras e as pessoas estão cada vez mais amedrontadas e procurando se resguardar. O desenvolvimento vem e com ele todos os problemas também”, diz Claudecir Gonçalves.

Osias diz que a criminalidade também pode estar relacionada à crise financeira e ao desemprego. “Como ser humano não poderíamos acreditar nisso, mas infelizmente pessoas procuram a criminalidade para justificarem a falta de empregos”, diz.

“Criminalidade é uma questão de índole, há desespero sim por falta de emprego para sustentar a família, mas sempre tem uma saída”, finaliza Claudecir.

(Fotos: Gazeta do Interior)

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