2ª reportagem mostra o sistema de saúde pública de Potirendaba

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A 2ª reportagem da série “Potirendaba 90 anos” mostra como está a saúde pública do município. Quem mora ou conhece o município sabe que a cidade é referência também na área da saúde, pois é a única da região com um hospital e cinco Postos de Saúde. A Gazeta também foi às ruas ouvir a população e saber opinião pública.

Começamos falando da comodidade que Potirendaba tem e o privilégio em ser a única cidade da região com um hospital. São cinco postos de saúde posicionados estrategicamente um em cada extremidade do município para atender todas as famílias, até mesmo as que moram mais longe.

Dona Maria do Rosário mora no bairro São Francisco e para chegar no Posto de Saúde anda apenas duas ruas. “Eu morava em São Paulo e para eu chegar em um médico tinha que pegar dois metrôs e um ônibus. Preferi vim morar pra cá por causa da comidade. Antes estava morando em Rio Preto, mas não gostei da cidade e muito menos do atendimento da saúde. Um médico pra atender você lá demora de cinco a seis horas, aqui sou atendida em dez minutos e com hora marcada, melhor que convênio”, diz.

Além do PSF do Bairro São Francisco, existem postos no Bairro Luís Pastorelli, Jardim das Hortênsias, Jardim dos Eucaliptos e o do Centro. Todos estão passando por reformas e a prefeitura da cidade promete entregar até o fim deste ano.

Mas e quem mora no sítio, como no caso do aposentado Primo Marcolino, de 85 anos? Uma van é destinada exclusivamente para buscar e levar, com hora marcada, na porta da casa do paciente. Nossa reportagem encontrou ele fazendo fisioterapia no Centro de Prevenção e Orientação (CPO).

“Isso aqui é serviço de primeiro mundo. Como que uma pessoa como eu de 85 anos vai pegar um carro e vir aqui na cidade. Graças à Deus que podemos ter uma vida digna na velhice depois de ter trabalhado tanto”, afirma o aposentado.

Mas e se o paciente é acamado e não tem como ele ir até o Posto de Saúde? A cidade tem atendimento domiciliar para os idosos e acompanhamento constante de cada caso, de cada paciente, com apoio psicossocial e orientação qualificada. É, mas e para pegar o remédio todos os meses? Calma, tem uma equipe específica que faz esse tipo de serviço. Um sistema de agendamento foi feito e as equipes de saúde entregam o medicamento na casa do paciente, sem ele ter que se preocupar com a locomoção.

O Hospital Assistencial do município é outro grande auxílio para a população, por ele ser de média complexidade, todo tipo de atendimento é realizado na entidade. Atualmente ele recebe verba da prefeitura estimada em R$ 70 mil para prestar serviços de urgência, emergência, além de diversos tipos de exames.

Potirendaba foi uma das primeiras da região a trazer médicos cubanos e hoje quatro profissionais trabalham na rede pública de saúde pelo Programa Mais Médicos do governo federal. Além dos cubanos, o Sistema de Saúde da cidade tem mais outros 11 profissionais: ginecologista e obstetra, pediatra, clínico geral, cirurgião geral, cardiologista, anestesista e mais os plantonistas 24 horas atendendo no Hospital.

Todos esse médicos realizam, por mês, mais de 2.600 consultas na emergência do Hospital de Potirendaba e mais de 2.500 atendimentos nos postos de saúde. Na rede pública de ensino da cidade os alunos das escolas municipais contam com atendimento odontológico semanalmente. Nas creches existe o atendimento pediátrico com prevenções e encaminhamentos.

A coordenadora de saúde de Potirendaba, Vivian Vaz de Padua, está no comando da pasta há pouco tempo e veio de Rio Preto para comandar a equipe. Ela fala que com a equipe bem distribuída e toda a estrutura dada pela administração municipal não tem como dar errado. “Por mais que estamos passando por um momento de crise na economia, Potirendaba consegue honrar com todos os compromissos, principalmente na área da saúde. A união de todos os funcionários da saúde faz com que o paciente seja a prioridade dentro do nosso setor”, explica.

O mito que ronda a cidade de que o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), é desmistificado pela coordenadora. Muitas pessoas ainda acham que o Serviço é para socorrer o paciente no local do acidente e encaminhar para Rio Preto. “O convênio com o SAMU serve para encaminhar o paciente em estado grave de Potirendaba para Rio Preto sim, mas primeiro todo o atendimento é dado no Hospital, o paciente é estabilizado e depois ele é encaminhado. O SAMU é extremamente capacitado não só com veículo equipado, mas como também tem um médico, uma enfermeira e um socorrista”, diz Vivian.

“Não tem o que reclamar. Ninguém tem o que temos aqui em Potirendaba”, finaliza a dona de casa, Angela Dagmar Godoi.

(Fotos: Gazeta do Interior)

 

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